JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT
O advogado Francisco Faiad, que representa o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), acredita que a decisão do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que determinou intervenção do Governo do Estado na Saúde Pública de Cuiabá, seja "inconsistente".
A liminar do desembargador, dada na quarta-feira (28), determinou que o governador Mauro Mendes (União Brasil) nomeasse o interventor do Estado na Saúde de Cuiabá. O Estado passa a ter o poder de toda a administração da Saúde de Cuiabá, tanto a direta como a indireta, no caso da empresa Cuiabana de Saúde, que administra os hospitais São Benedito e Hospital Municipal de Cuiabá.
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No dia seguinte à decisão de Perri, Mauro nomeou o procurador do estado, Hugo Felipe Lima, como interventor.
Como noticiado nesta sexta-feira (30) pelo Repórter MT, o prefeito Emanuel Pinheiro articula ingressar com um pedido de suspensão de liminar, nas instâncias superiores, contra a decisão do desembargador.
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Para Faiad, a decisão de Perri não se sustenta e acredita que a instância superior acate o recurso. “A Procuradoria Geral do Município está fazendo o recurso. Acredito muito [que seja acatado], porque não há situação similar no Brasil”.
“Eu entendo que ela não se sustenta, mas isso quem vai analisar vão ser os tribunais superiores. Então vamos aguardar. A procuradoria está levantando os pontos inconsistentes”, afirmou ao Repórter MT.
Em seu primeiro ato, Hugo Lima exonerou a secretária de Saúde de Cuiabá, Suelen Alliend, sete adjuntos e diretores e também o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde, Paulo Rós, que geria o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito.
Para Faiad, não há nada a ser feito sobre isso. “A decisão autoriza, então ele está cumprindo a decisão”, afirmou.












