CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O deputado federal Fábio Garcia (PSB) vai recorrer, na próxima terça-feira (2), da decisão do Diretório Nacional do partido que o destituiu da função de presidente regional da sigla, na quinta-feira (27).
Garcia e outros quatro líderes do PSB, que também são deputados federais, desobedeceram a orientação partidária de votar contrário à reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB) e foram destituídos das funções de líderes regionais.
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O recurso será protocolando internamente no partido, pedindo que o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reveja a decisão, já encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“As leis trabalhistas no Brasil foram feitas na década de 40, quando o Brasil era um país rural, as mulheres não tinham espaço no mercado de trabalho e o mundo não era globalizado. Por um país mais justo, eficiente e por mais emprego para os brasileiros, votei a favor da modernização das leis trabalhistas”, disse.
As lideranças regionais do PSB também preparam uma nota de repúdio, condenando a atitude da direção nacional. O deputado federal Adilton Sachetti, o ex-prefeito Mauro Mendes, os secretários estaduais Suelme Evangelista e Max Russi, os deputados estaduais Oscar Bezerra e Eduardo Botelho, além de prefeitos dos municípios mato-grossenses consideraram a decisão “precipitada” e vão pedir a permanência do parlamentar à frente da sigla em Mato Grosso.
Sachetti não chegou a participar da votação, mas explicou que a orientação da direção foi feita apenas um dia antes da apreciação da reforma pelo plenário da Câmara Federal, sem a oportunidade de contraponto pelos parlamentares.
O próprio Sachetti e Garcia já haviam se manifestado favoravelmente pela nova proposta trabalhista, assim como outros 14 deputados federais do PSB.
Em nota enviada à imprensa, Fábio Garcia afirmou que votou pela reforma por acreditar que a proposta visa à modernização das leis trabalhistas.
“As leis trabalhistas no Brasil foram feitas na década de 40, quando o Brasil era um país rural, as mulheres não tinham espaço no mercado de trabalho e o mundo não era globalizado. Por um país mais justo, eficiente e por mais emprego para os brasileiros, votei a favor da modernização das leis trabalhistas”, disse.
Confira a íntegra da nota:
“Milhões de brasileiros se sacrificaram para que hoje vivêssemos em um país democrático, onde as pessoas têm o direito de se expressar, de opinar e de se posicionar.
A democracia é uma conquista importante do país da qual não podemos abrir mão. Foi ela que me permitiu ser eleito deputado federal pelo PSB com mais de 104 mil votos e assim poder, no exercício do mandato, lutar pelo melhor para Mato Grosso e para o Brasil.
Nosso país enfrenta a pior crise de sua história, com mais de 14 milhões de desempregados, com 40% de sua força de trabalho na informalidade, sem qualquer direito. Um país que enfrenta um novo mundo globalizado, competitivo, que todos os dias é invadido por serviços e produtos de outros países que fecham nossas empresas e desempregam a nossa gente.
Precisamos construir um Brasil moderno, competitivo, eficiente, justo, com uma economia forte capaz de gerar oportunidades, emprego e renda a todos os brasileiros.
As leis trabalhistas no Brasil foram feitas na década de 40, quando o Brasil era um país rural, as mulheres não tinham espaço no mercado de trabalho e o mundo não era globalizado. Por um país mais justo, eficiente e por mais emprego para os brasileiros, votei a favor da modernização das leis trabalhistas.
Uma lei que não suprime direitos dos trabalhadores, mas que se adequa as necessidades de um novo mundo e que é importante para que o Brasil seja competitivo e volte a gerar empregos a milhões de brasileiros.
Diante de tamanha crise, do empobrecimento dos brasileiros e de mais de 14 milhões de desempregados, não abaixarei a cabeça, não cruzarei os braços e irei, sempre, lutar por um Brasil melhor e de mais oportunidades a todos.”














