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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
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16 de Março de 2018, 10h:55 - A | A

PODERES / APÓS SAÍDA DO DEM

Executiva do PSDB se reúne com Taques para reverter crise com aliados

Apesar de afirmar que não se trata de uma reunião de emergência, o encontro ocorre no fim de uma semana em que houve uma enxurrada de críticas de aliados ao governador.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A executiva estadual do PSDB se reúne nesta sexta-feira (16), às 19h30, com o objetivo de discutir erros e acertos da gestão tucana e, principalmente, o impacto da saída do partido Democratas da base aliada do governador Pedro Taques, pré-candidato à reeleição em 2018.

“Vamos discutir o nosso quintal, ou seja, o nosso partido. É dessa reunião que vai sair o entendimento para buscar os partidos aliados como o DEM e o PSD. Nós queremos buscar o maior número de partidos para somar neste projeto”, explicou o presidente estadual do PSDB, Paulo Borges.

Lideranças importantes como o governador Pedro Taques e o deputado federal Nilson Leitão, além de deputados estaduais, dezenas de prefeitos e vereadores de várias regiões do Estado já confirmaram presença no encontro 'ampliado' da executiva que ocorrerá na sede do partido, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

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“Vamos discutir o nosso quintal, ou seja, o nosso partido. É dessa reunião que vai sair o entendimento para buscar os partidos aliados como o DEM e o PSD. Nós queremos buscar o maior número de partidos para somar neste projeto”, explicou o presidente estadual do PSDB, Paulo Borges.

Apesar de afirmar que não se trata de uma reunião de emergência, o encontro ocorre no fim de uma semana em que houve uma enxurrada de críticas de aliados que estampou, em boa parte do tempo, as principais capas de sites e jornais de Mato Grosso.

O impacto começou com o anúncio do Democratas de que pretende lançar candidatura ao Governo do Estado e, com isso, pôr fim na aliança que ajudou a eleger Taques em 2014.

De lá pra cá, a crise se intensificou com a informação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirmou participação no evento que irá filiar o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (ambos ainda no PSB), no partido Democratas, no próximo dia 23 de março.

“Nós estamos fora de qualquer recomposição da nossa base com o governador, se é que ele vai disputar. O doutor Pedro Taques achou que o DEM não tinha nenhum valor político para compor seu Governo, então vamos disputar por conta própria as eleições de 2018”, disparou Júlio Campos.

É exatamente neste encontro que a sigla pode lançar a pré-candidatura de Mauro Mendes ou do ex-senador Jayme Campos ao Governo do Estado e, com isso, romper de vez com os tucanos. Mesmo assim, Paulo Borges acredita que saída do DEM ainda não está definida e, que os tucanos, após essa reunião, devem chamar os Democratas para uma última conversa.

“Será tratado [sobre a saída do DEM]. Mas, a priori, nem o DEM sabe se irá ficar ou sair porque há uma ala do partido favorável a permanecer na base aliada e outra não. Mas é muito recente e, em minha opinião, é algo para se debater entre os meses de maio e abril quando as coisas se consolidam e o cenário é mais palpável”, minimiza o presidente tucano.

Crise na base

A quinta-feira (15) começou com muitas críticas ao Governo Taques durante a visita do ministro da Educação Mendonça Filho (DEM).

O ex-deputado federal Júlio Campos (DEM), por exemplo, teceu duras críticas à atuação do governador e afirmou que as consequências do modo como o tucano vêm atuando causaram o rompimento do Democratas com a base do Governo

“Nós estamos fora de qualquer recomposição da nossa base com o governador, se é que ele vai disputar. O doutor Pedro Taques achou que o DEM não tinha nenhum valor político para compor seu Governo, então vamos disputar por conta própria as eleições de 2018”, disparou Júlio Campos.

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que foi um dos principais aliados de Taques, em 2014, declarou estar frustrado com a atual gestão e declarou que Mauro Mendes está pronto para lançar candidatura ao comando do Paiaguás.

“O Mauro Mendes está decidido. Está dependendo de alguns ajustes. Ele já expressou para mim e para muito mais gente que o sonho dele é ser candidato e quer ser”, argumentou Pivetta.

Nem o vice-governador poupou Taques. Carlos Fávaro disse que a decisão do tucano em criar o Fundo de Estabilização Fiscal para arrecadar R$ 500 milhões em um ano onera ainda mais a população.

“O cidadão não aguenta mais o aumento de carga tributária. Eu sei que Mato Grosso vive um momento difícil, as finanças precisam ser estabilizadas, medidas precisam ser tomadas, medidas amargas, inclusive, mas aumento de carga tributária é inconcebível. Os mato-grossenses não aguentam mais”, observou Fávaro.

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