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Cuiabá, 17 de Julho de 2024
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28 de Setembro de 2017, 10h:07 - A | A

PODERES / GRAMPOLÂNDIA

Equipamento que gravava ligações pode estar com empresário preso

O equipamento foi comprado pelo ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, em maio de 2015, ao valor de R$ 24 mil.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, apontou que o sistema Sentinela, equipamento usado nas interceptações telefônicas clandestinas, operado pela Polícia Militar, estaria “escondido” com o empresário José Marilson da Silva, ex-sócio da empresa Simples IP, responsável por desenvolver e comercializar o sistema. Marilson está entre os oito presos na Operação Esdras, deflagrada nesta quarta-feira (27).

O equipamento foi comprado pelo ex-secretário da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, em maio de 2015, pelo valor de R$ 24 mil. Na nota fiscal obtida pelo , é possível ver que apesar de estar em seu nome, o coronel mandou que o equipamento fosse entregue no endereço do Comando-Geral da PM.

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No entanto, em depoimento, a terceiro sargento da PM, Andrea Cardoso, revelou que o local onde eram feitas as escutas clandestinas, monitoradas pela PM entre os anos de 2014 e 2015, estava localizado na região central de Cuiabá, mais precisamente em uma sala do 6º andar do Edifício Master Center, na Rua Desembargador Ferreira Mendes, nº 234, nas proximidades do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha.

Em outubro de 2015, o então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, explicitou ter conhecimento do esquema dos “grampos” e o aparelho deixou de ser utilizado. A partir desse momento, o paradeiro do equipamento passou a ser “desconhecido”.

O desembargador, entretanto, na decisão que autorizou a deflagração da Operação Esdras, na quarta-feira (27), pontuou que o escrivão do Inquérito Policial Militar, tenente-coronel José Henrique Soares, testemunha do processo, revelou que o empresário “não se restringiu apenas a desenvolver e a comercializar o Sistema Sentinela com a organização criminosa e, sim, em princípio, ele integrava o próprio grupo”.

Seu papel não era meramente secundário, de coadjuvante, até mesmo porque o Cel. PM Lesco disse ao Ten.-Cel. Soares que ‘o equipamento WYTRON estaria guardado com o MARILSON, ex-sócio proprietário da empresa SIMPLES IP’”, escreveu Orlando Perri.

Mesmo afirmando que o paradeiro do equipamento ainda é desconhecido, o desembargador revelou existirem “fortes indícios” que o empresário o teria guardado.

Há documento que comprova que o rack do Sistema Sentinela – cujo paradeiro, até o presente momento, é desconhecido – foi retirado da empresa Titânia justamente por José Marilson da Silva, havendo fortes indícios de que a parafernália esteja sob sua responsabilidade”, apontou o magistrado.

Não bastassem tais fatos, a autoridade policial relatou que há indícios de que José Marilson da Silva tem frequentado a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o que corrobora sua provável ligação com o grupo criminoso”.

Perri determinou a prisão de Marilson, junto com Lesco, Rogers, o secretário afastado de Justiça, Airton Siqueira, e outras quatro pessoas, que foi cumprida na operação.

Confira a nota fiscal da compra do equipamento

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