DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTER MT
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) criticou a decisão do Governo de Mato Grosso de assinar a ordem de serviço para início das obras de implantação do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá e Várzea Grande. Para ele, Mauro Mendes (União Brasil) se precipitou, já que o mérito do processo ainda não foi julgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
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Emanuel disse que recebeu com surpresa a decisão do STF, mas afirmou que, tanto a Capital quanto Várzea Grande, podem ficar novamente no prejuízo se, daqui um ano, o TCE decidir que o melhor seria a implantação do VLT.
"Foi uma decisão surpreendente por parte do STF, mas como eu sempre digo, decisão judicial não se discute se cumpre. Mas eu prefiro ficar com a tese do conselheiro Antônio Joaquim, que foi precipitada a decisão do governador em já dar a ordem de serviço tão logo houve a decisão lá do STF, até parece que estava tudo encaixadinho, e ele não esperou muito tempo. O mérito ainda não foi decidido ainda, isso tudo é cautelar é liminar e provisório, o mérito ainda vai ser julgado pelo Tribunal de Contas do Estado”, disse durante Live com o prefeito.
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“E se o governo avançar com a obra, claro que terá que passar por cima de mim né, mas se o governo avançar com a obra e daqui há um ano o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso decidir que a Prefeitura de Cuiabá tinha razão e o VLT deve prosperar, como é que vai ficar? Mais obra já iniciada, mais milhões de reais investidos e Cuiabá vai ficar num prejuízo irreparável e Várzea Grande também”, completou.
Na cerimônia de assinatura de contrato da ordem de serviço do BRT, Mauro Mendes disse em coletiva com a imprensa que o prefeito poderia tentar mudar o pensamento da população em relação a troca do modal e provar que a Grande Cuiabá quer o VLT nas urnas.
O chefe do Executivo Municipal ainda respondeu às críticas do senador Jayme Campos, que cobrou bom senso de Emanuel em relação à guerra jurídica travada contra Mauro sobre os modais.
"Quem exagerou na dose foi o governador do estado. Já foi investido 1,2 bilhão no VLT. Ele [Mauro] foi eleito dizendo que ia terminar e jogou fora. A cidade rasgada, quase 40 vagões expostos à chuva e ao sol. Foi ideia estapafúrdia essa de começar tudo do zero".
Por fim, Emanuel que é coordenador da campanha da sua esposa, Márcia Pinheiro (PV), ao governo ele disse que levará o tema às urnas.
O início das obras do novo modal havia sido suspenso por decisão do Tribunal de Contas da União, que havia acatado um recurso da Prefeitura de Cuiabá que defende o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O TCE entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu derrubar a liminar da Corte da União.
Na semana seguinte, Mauro Mendes assinou a ordem de serviço para que o Consórcio BRT Cuiabá possa dar início às obras. Entretanto, o mérito sobre a troca do modal ainda não teve julgamento final do TCE.












