MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) descartou processar o Governo do Estado para receber valores atrasados para custeio da saúde de Cuiabá.
A declaração ocorre após a Associação Mato-grossense dos Municípios disponibilizar assessoria jurídica para que todos os prefeitos do Estado, com repasses atrasados, entrem com um processo contra a gestão do governador Pedro Taques (PSDB).
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“Nós vamos tentar esticar a corda e ver ainda o que é possível com o governador Pedro Taques repassar para Cuiabá desse passivo até dezembro. A partir daí, vamos dar um prazo mínimo para o governador eleito [Mauro Mendes] se colocar a par da situaçã", disse.
Até maio, o Governo devia cerca de R$ 40 milhões de repasses da saúde à Prefeitura de Cuiabá.
“Nós vamos tentar esticar a corda e ver ainda o que é possível com o governador Pedro Taques repassar para Cuiabá desse passivo até dezembro. A partir daí, vamos dar um prazo mínimo para o governador eleito [Mauro Mendes] se colocar a par da situação. Ele vai assumir o Governo em janeiro, vamos sentar e, todos juntos, Estado e município, buscarmos as saída e alternativas viáveis para superação da crise financeira para que a população não sofra tanto com a saúde pública”, disse Emanuel.
O prefeito ainda afirmou que tem se reunido com os representantes dos hospitais filantrópicos, um dos setores mais atingidos pela falta de repasses.
Os filantrópicos, a exemplo do Hospital de Câncer, do Hospital Santa Helena e Santa Casa de Misericórdia, têm contratos com a Prefeitura. Os valores, contudo, são repassados pelo Governo Federal e Governo do Estado.
“Os filantrópicos sabem que o contrato é com o município, mas é o Estado que faz o repasse. Sempre foi feito dessa forma, de maneira tripartite: Estado, município e filantrópicos. Mas vamos superar. Respeito todos os filantrópicos e reconheço a importância para a humanização da saúde pública e vamos sentar em uma grande mesa de negociação para resolver os problemas, não vamos apontar culpados”, declarou o prefeito.
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