DÉBORA SIQUEIRA
DO REPÓRTER MT
O diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Paulo Rós, classificou como irresponsável e maldosa a denúncia da deputada estadual Janaína Riva (MDB) sobre a omissão de socorro a uma criança, de 1 ano, vítima de afogamento. A criança deu entrada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela ECSP, no dia 26 de fevereiro.
“Ela como deputada e mãe não soube respeitar a dor de outra mãe. Faltou empatia com a família da criança, como também com os profissionais da saúde, que se empenharam e se doaram durante todo o atendimento em prol de salvar a vida da criança. Faltou consciência por parte da parlamentar, que agiu friamente com denúncia “fake” para fins midiáticos”, declarou.
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Rós lamentou que a parlamentar tentou politizar o caso, ao protocolar a denúncia nas Promotoria da Saúde, Promotoria da Infância e Juventude e Juizado da Infância e Juventude. O diretor disse ainda se tratar de uma denúncia mentirosa.
Após a denúncia da deputada, a Procuradoria Geral do Município, vai protocolar defesa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT), junto ao desembargador relator do pedido de intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá, Orlando Perri, com a versão da direção do HMC sobre o óbito da criança.
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça retoma o julgamento do pedido de intervenção estadual na Secretaria Municipal de Saúde na próxima quinta-feira (09).
“A denúncia da deputa é meramente para dar mais lenha a celeuma política. A diretoria do HMC refuta a denúncia descabida e sem conhecimento ou amparo técnico na tentativa de politizar a situação. A atitude da deputada é irresponsável e não reflete a realidade. Ela recebe uma informação e toma como verdade, sem apurar os fatos. Isso mostra o desconhecimento em relação a situação deste paciente assim como da saúde como um todo”, destacou Rós.
Fechamento da UTI Pediátrica
A denúncia recebida pela deputada Janaína Riva foi de que criança ficou a tarde toda na porta do HMC sem que tivesse atendimento. A UTI Pediátrica estava vazia por falta de pagamento de médicos e criança veio à óbito por omissão de socorro. Na sexta-feira (03), ela formalizou a denúncia no Ministério Público.
“Tudo isso, graças ao desastre na gestão da saúde pública de Cuiabá, que tem como gestor principal o prefeito Emanuel Pinheiro. Esse é apenas um caso que chegou até mim, agora imagina quantas pessoas estão morrendo esperando a intervenção acontecer para que a gente possa ter noção do tamanho do problema e a começar a construir de fato uma saúde pública mais digna para toda população cuiabana e mato-grossense”.
A denúncia consta ainda que foram várias tentativas de reuniões com o diretor do HMC, Paulo Rós, para reverter o fechamento da UTI Pediátrica, porém, nada foi feito. Além disso, os médicos estão sem receber desde outubro e deixaram de prestar o serviço para o hospital.
“O diretor do HMC sabia de tudo isso que iria acontecer e nada fez, nos ignorou, finge demência até hoje, fechou os olhos para essa situação. O que mais me espanta é a cara de pau dele falar que é culpa da intervenção isso não tem nada a ver”.














Jose 07/03/2023
Essa deputada, nem é da área de saúde para emitir opinião dessa natureza. Só deputados querendo fazer rolo político. Nossa é triste essa AL com tanta gente ruim..meu Deus do céu.. As pessoas da saúde que sabem dizer o acontecimento técnico o em se tratando de saúde e não representante político. Que Estado ruim
1 comentários