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Cuiabá, 24 de Junho de 2026
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12 de Fevereiro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / PRIORIDADE É ELEIÇÃO

Dilmar afirma que vai deixar liderança de Taques na Assembleia

Apesar do governador Pedro Taques (PSDB) ter afirmado que Dilmar Dal Bosco permanecerá na liderança, o democrata demonstra ter a intenção de permanecer na função apenas até o final de março.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (DEM), ainda não desistiu da ideia de deixar a função para se dedicar ao projeto de reeleição e às questões partidárias, uma vez que é presidente estadual da sigla.

"Neste ano, tenho que viabilizar meu projeto de reeleição e temos mudanças dentro do DEM, que precisarão que eu me dedique nas bases. Por tudo isso, acredito que não tenha tempo para continuar a ser líder do Governo”, disse Dilmar.

Apesar do governador Pedro Taques (PSDB) ter afirmado que Dilmar permanecerá na liderança, o democrata demonstra ter a intenção de permanecer na função apenas até o final de março.

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“Quando eu aceito uma demanda, quero me dedicar a ela, para que seja bem cumprida. Neste ano, tenho que viabilizar meu projeto de reeleição e temos mudanças dentro do DEM, que precisarão que eu me dedique nas bases. Por tudo isso, acredito que não tenha tempo para continuar a ser líder do Governo”, disse Dilmar.

O democrata explicou que o partido passará por mudanças nos diretórios estadual e municipais, uma vez que com o ingresso na sigla de líderes políticos, mais especificamente os dissidentes do PSB, deputados federais Adilton Sachetti e Fábio Garcia e o estadual Eduardo Botelho, além do ex-prefeito Mauro Mendes, haverá a recomposição das direções, com indicações dos novos e antigos líderes.

“Fico até o final de março. Aí, com a volta do Max e do Wilson discutimos essa questão novamente”, concluiu Dilmar.

“Vamos fazer novos diretórios estadual e municipais, um trabalho que já fiz como presidente estadual e teremos que buscar essa demanda novamente”, comentou.

Outro ponto que tem pesado na decisão do líder democrata é a tensão entre Executivo e Legislativo, devido ao não pagamento das emendas parlamentares de 2017. No final do ano, Taques fez acordo de destinar R$ 50 milhões do Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) para as indicações dos deputados, porém, até agora o acordo não foi cumprido.

“Estamos em um momento de turbulência entre o Estado e a Assembleia e temos que buscar um entendimento. As emendas precisam ser contempladas, como foi acordado, com todos os deputados”, afirmou.

O deputado ponderou que a liderança pode ser assumida pelos atuais secretários da Casa Civil, Max Russi (PSB), e de Cidades, Wilson Santos (PSDB), que retornarão aos mandatos na Assembleia, no início de abril, para buscar a reeleição.

“Fico até o final de março. Aí, com a volta do Max e do Wilson discutimos essa questão novamente”, concluiu Dilmar.

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