JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTERMT
A desembargadora Clarice Claudino, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, comentou sobre a decisão do TJMT em determinar a intervenção do governo do Estado na Saúde Pública de Cuiabá. Para ela, cabe à Justiça usar “remédio amargo”.
“Às vezes o remédio amargo também cabe à justiça num momento de crise, num momento de dificuldade até que as coisas de reorganizem”, disse a magistrada durante conversa com jornalistas nesse domingo (1º).
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Para a desembargadora, isso não significa que houve uma ‘ingerência’ na Saúde. “É claro que isso não significa de uma ingerência de um poder no outro, mas apenas uma intervenção pontual para que haja tempo e, desse modo, rearranjo e uma volta à normalidade no menor tempo possível”, continua.
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Orlando Perri manda Governo do Estado intervir na Saúde de Cuiabá
A magistrada terminou dizendo que espera que o impasse seja resolvido logo. “É o que nós do Judiciário esperamos que aconteça. Que todos se sentem à mesa e resolvam esse impasse em prol do beneficio do público, porque o interesse social é o maior móvel de toda essa intervenção”, conclui.
Veja o vídeo:
Intervenção
Na quarta-feira (28), o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, acatou o pedido do Ministério Público para haja intervenção do Governo do Estado na Saúde Pública de Cuiabá.
O interventor escolhido por Mauro Mendes (União) foi o procurador geral do estado, Hugo Felipe Lima. Em seu primeiro ato, ele exonerou a secretária de Saúde de Cuiabá, Suelen Alliend, sete adjuntos e diretores e também o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde, Paulo Rós, que geria o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito.
Hugo deve ficar no comando da Saúde Pública da Capital por seis meses.












