RepórterMT

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi falou sobre o setor após participar de um evento com representantes do agronegócio, em Cuiabá.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi afirmou, na manhã desta segunda-feira (12), que o agronegócio não pode pagar a conta pela “ineficiência de um sistema” que também pode estar “corrompido”.
“Tenho certeza que se acabasse com essa prática ilegal de sonegação, que existe no setor do agro, quando muitas empresas aproveitam para retirar mercadoria daqui como se fosse para exportação, sendo que vão para o mercado interno, não teríamos essa situação”, declarou o ministro.
Durante conversa com a imprensa, após participar do evento Gazeta Agro, em Cuiabá, Maggi argumentou que ao invés de tributar o setor que contribui com mais de 44% das vendas externas do país, antes, é necessário que o Governo identifique empresas que sonegam impostos estaduais para aumentar a arrecadação.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
“Tenho certeza que se acabasse com essa prática ilegal de sonegação, que existe no setor do agro, quando muitas empresas aproveitam para retirar mercadoria daqui como se fosse para exportação, sendo que vão para o mercado interno, não teríamos essa situação”, declarou o ministro.
No ano passado, o saldo comercial do agronegócio brasileiro atingiu US$ 81,86 bilhões em 2017, uma alta de 13% sobre o total de 2016, de alcançou US$ 71,31 bilhões. É exatamente por esse motivo, que Maggi diz não concordar a proposta do Governo que tramita no Senado e prevê a taxação de produtos do agronegócio, ou seja, que acaba com a Lei Kandir – que isenta os produtores do pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para exportação.
“Eu não concordo com essa história que o agronegócio não gera receita para o Estado. Na verdade, gera e muito, e é à base da nossa economia. É preciso correr atrás daqueles que não pagam impostos".
“Eu não concordo com essa história que o agronegócio não gera receita para o Estado. Na verdade, gera e muito, e é à base da nossa economia. É preciso correr atrás daqueles que não pagam impostos e sabemos que o número é bastante grande e que, infelizmente, tem cobertura por liminares e outras coisas”, observou.
Para o ministro da Agricultura, é preciso tomar cuidado para que o setor, que representar grande parte do sucesso da economia brasileira, não seja penalizado.
“O agro não pode pagar a conta da ineficiência de um sistema que pode estar corrompido. As instituições precisam conversar para impedir isso”, destacou Blairo Maggi.
Na avaliação do ministro, a tributação do setor também causaria impacto negativo na economia brasileira, mesmo diante do frequente crescimento do setor.
“Se hoje for tributar em 12 ou 18% eu tenho certeza que nas regiões mais distantes não haverá competitividade porque a produção de Mato Grosso e no Brasil tem crescido, mas o lucro dos produtores tem diminuído. (...) É perigoso mexer com um setor que é à base da economia”.
Sobre a inclusão dos produtores do Estado no chamando Fundo de Estabilização Fiscal proposto pelo governador Pedro Taques (PSDB) com a contribuição do agronegócio, Maggi tentou evitar o assunto e resumiu apenas em dizer que é obvio “que [os empresário] não vão entrar sem reclamar, mas o Governo precisa fazer um estudo claro e ver qual setor pode contribuir com mais ou menos”.















Mazzaropi 13/03/2018
Mesmo que seja automatizada, Alexandre, tem os vendedores de insumos e de máquinas agrícolas, frentistas de postos de combustíveis, caminhoneiros, trabalhadores da armazenagem e embarque/desembarque de grãos, pesquisadores, etc, etc, etc...
alexandre 12/03/2018
A produção é automática, que emprego gera ? Bem poucos..
fenix 12/03/2018
COMO DISSE A LEI KANDIR BENEFICIA JUSTAMENTE OS GRANDES PRODUTORES. ENQUANTO ELEGERMOS ESSES CRAPULAS VIVEREMOS DESSA MANEIRA. SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS QUE LEGISLAM A SEU BEL PRAZER.
Chico Bento 12/03/2018
Muito boa a idéia do Ministro. Vejam bem, nesse momento conturbado política e economicamente taxar o agronegócio justamente quando ele está "salvando a Pátria" não parece mesmo uma boa alternativa. A compra de maquinário, combustíveis, insumos, tudo isso gera arrecadação para os governos, além dos empregos criados pela atividade. Pessoal reclama muito do Agro mas quero ver ter coragem de jogar o seu dinheiro numa lavoura, com tanta mudança climática o risco de quebra na safra aumentou e muito. No passado quando as estações eram mais definidas até que se podia pensar em taxação do Agro, mas agora pode ser um verdadeiro "tiro no pé".
Glauber 12/03/2018
Só eu que percebi que o maior beneficiário é ele mesmo? #Bolsonaro2018
Privar Marcos 12/03/2018
Pera aí, mas quem tem isenção fiscal são vocês, sonegam mais que os outros,,,nenhuma taxação,,,pagam zero de alíquota para exportar e ainda choram,,nos poupe, Campo Grande taxou em 3% e estão sempre com caixa cheio e investindo pesado, vejam como está Campo Grande-MS, depois você opinam se deu errado por lá esta cobrança do agro...
6 comentários