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Cuiabá, 23 de Junho de 2026
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21 de Junho de 2018, 21h:30 - A | A

PODERES / INDIRETA A MAURO MENDES

Conselheiro compara gestões Taques e Silval como laranja e banana

A declaração de Luiz Henrique Lima soou como uma indireta ao ex-prefeito Mauro Mendes (DEM) que sugeriu que o Governo Silval foi melhor que a gestão Pedro Taques.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Em seu voto pela aprovação das Contas do Governo do Estado referente ao ano de 2017, o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Luiz Henrique Lima, afirmou que comparar a gestão Pedro Taques (PSDB) com a do ex-governador Silval Barbosa é “como comparar laranja com banana”.

"É absolutamente pueril [infantil e/ou tolo] a afirmação veiculadas de que o Governo anterior apresentou melhor desempenho na condução das finanças públicas. Isso é o mesmo que comparar laranja com banana como se fossem frutas iguais. Ambas são frutas, mas possuem composição química, aparência, densidade, sabor e propriedades nutricionais absolutamente distintas", argumentou o conselheiro.

A declaração de Luiz Henrique Lima, na votação que ocorreu na segunda-feira (21), soou como uma indireta ao ex-prefeito e pré-candidato ao Governo, Mauro Mendes (DEM), que durante uma entrevista à Radio Capital FM, na semana passada, sugeriu que o Governo Silval Barbosa, que desviou cerca de R$ 1 bilhão, foi melhor que a gestão do governador Pedro Taques (PSDB).

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"É absolutamente pueril [infantil e/ou tolo] a afirmação veiculadas de que o Governo anterior apresentou melhor desempenho na condução das finanças públicas. Isso é o mesmo que comparar laranja com banana como se fossem frutas iguais. Ambas são frutas, mas possuem composição química, aparência, densidade, sabor e propriedades nutricionais absolutamente distintas", argumentou o conselheiro.

Para o vice-presidente do TCE, a diferença na gestão tucana e do então peemedebista foi o fato de que governaram em períodos econômicos amplamente distintos. Silval assumiu um Estado com disponibilidade de muitos recursos do Governo Federal para a Copa do Mundo e Taques chegou ao Paiaguás em meio à crise de 2015. Em 2017, o Estado até registrou aumento de receita de 2,76%, se comparado ao ano anterior, quando o Governo Federal apresentou perda de 1,54%.

"A partir de 2015 a gestão econômica nacional degringolou. Com o descontrole inflacionário, a elevação da taxa de juros, a redução da taxa de investimentos, a queda no produto interno bruto e o crescimento do desemprego. Somente tolos ou ingênuos acreditam que Mato Grosso poderia passar incólume por essas turbulências. Em termos reais, atualizados pelo IPCA, as transferências constitucionais da União para Mato Grosso caíram 9,27% em 2017 em relação a 2016", defendeu.

Luiz Henrique Lima ainda cita o fato das leis de carreiras aprovadas na gestão anterior que pesaram nos cofres públicos, além da dívida dolarizada que o ex-governador deixou.

"Tais diplomas produziram uma expansão de gastos com pessoal em período de recessão econômica. E esse impacto nas despesas ocorreu apesar do desempenho da receita estadual ter sido levemente superior ao da receita federal", lembrou o conselheiro.

Sobre a demissão de servidores comissionados, o vice-presidente do TCE lembrou que o Governo tinha no ano passado 6.365 servidores comissionados, representando 5,55% do total “e ao contrário do que tanto se anuncia a média remuneratória dos servidores efetivos foi de 8.853 reais e a dos comissionados 3.657 reais. Outro dado importante: Nada menos de 73% dos comissionados são servidores de carreira prestigiados com função de confiança. E apenas 27% são extraquadros. Índice dificilmente alcançado por outros Poderes e órgãos".

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Joilson 23/06/2018

O douto Conselheiro matou saudades dos tempos em que foi deputado no RJ e assumiu a função de Líder de Governo kkk. A pior situação no Estado Democrático de Direito é vc se deparar com situações onde o julgador não se mostra imparcial. Tal como se disse em relação à mulher de César, não basta ser honesto, tem que parecer honesto.

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Valéria Plotez 22/06/2018

Fica ridículo aos orgaos fiscalizadores tomarem lado nas diacussores politicas e sairem em defeasa de candidatos. O que fez o TCE na gestão de Silval. Foi tôtalmente omisso. Não fizeram nada em relação ao empréstimo agora cantam de galo....Esses conselheiros são efetivos e estavam no TCE a epoca e tbem não cumpriram com o papel de fidelidade com a coisa pública. Me poupem dessas falacias ....

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2 comentários