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20 de Setembro de 2021, 12h:05 - A | A

PODERES / PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Cobrado sobre ICMS, Mauro diz que “Bolsonaro acusa outros para não ser acusado”

Governador afirmou que presidente poderia reduzir custo nas refinarias, mas prefere acusar governadores

RepórterMT

O governador Mauro Mendes (DEM)

O governador Mauro Mendes (DEM)

CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a se defender de acusações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao alto custo dos combustíveis no Brasil, e afirmou que, se o presidente quisesse mudar o cenário, reduziria o preço nas refinarias.

“Com todo respeito ao presidente Bolsonaro, ele acusa os outros para não ser acusado. Porque, na verdade, a Petrobrás aumentou 51% este ano o preço dos combustíveis na refinaria. Quem manda na Petrobras? É o governo federal, o presidente”, afirmou Mauro, em entrevista à rádio Capital FM, na manhã desta segunda-feira (20).

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Com etanol a R$ 4,45 em Mato Grosso, o governador foi cobrado por uma moradora, que afirmou estar sendo impedida de trabalhar diante do valor insustentável do combustível. A mulher havia questionado em relação às alegações de Bolsonaro, de que o ICMS estadual seria o culpado pelo preço cobrado dos consumidores.

“O presidente podia fazer a parte dele e reduzir pela metade, abaixar o preço na Petrobrás, que vai abaixar aqui na bomba. Há mais de 10 anos não tem mudança na alíquota do ICMS em Mato Grosso. Só este ano a Petrobrás aumentou 51% o preço dos combustíveis. O presidente, ao invés de explicar isso, ele acusa”, avaliou o governador.

Mauro ainda comentou que “essa tática todo mundo já conhece” e ressaltou que, apenas em três meses, a Petrobras teve lucro de R$ 42 bilhões, considerado o maior da história. Segundo ele, 40% do valor fica com investidores estrangeiros, que detém parte do capital da empresa. Então, acrescentou:

“Lamentavelmente, tem algumas pessoas que ficam espalhando mentiras por aí”.

O assunto em torno do custo do combustível acabou sendo amplamente discutido no mês de agosto, quando Bolsonaro esteve em Mato Grosso. Na ocasião, o governo estadual divulgou diversas vezes a informação de que o preço do ICMS não é alterado há mais de 10 anos.

Mauro chegou a dizer que, se pudesse, reduziria a alíquota, mas destacou que a mudança depende de aprovação do Conselho Nacional de Políticas Fazendárias (Confaz).

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Cuiabano 20/09/2021

Mauro menti por que não muda o valor de pauta usado como referência quê é mais auto do país e não coloca preço justo que é o das distribuidoras vamos.la DF abaixou a pauta faça mesmo

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