MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
O secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho, foi mais um dos gestores estaduais que rebateu às críticas do pré-candidato a governador, Mauro Mendes (DEM), sobre a dívida do Estado. Ciro disparou que Mendes é "desonesto", "faz jogos de palavras” e não “entende nada do Poder Executivo”.
No domingo (29), o ex-prefeito de Cuiabá voltou a dizer que o Governo possui R$ 3 bilhões de restos a pagar, que a informação foi confirmada pelo governador Pedro Taques (PSDB) e pelo secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, no começo deste ano.
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No entanto, Gallo declarou na semana passada que a real dívida do Estado – retirando as operações de empréstimos para obras – seria no valor de R$ 500 milhões.
“Gallo é extremamente responsável em tudo que fala. Além da pessoa do Gallo, que é um servidor exemplo para todos nós servidores, confio na equipe que conduz a política econômica do Estado. Se colocar na balança servidores da Sefaz, com dados divulgados com responsabilidade, contra alguém que nada conhece do poder Executivo de Mato Grosso, não tem como comparar”, disse Ciro – o chefe da Casa Civil, em entrevisa ao Programa Ponto de Vista, nesta segunda-feira (30).
O gestor afirma que Mauro Mendes não tem postura de candidato sério, e que ele é “desonesto” ao fazer jogo de palavras e “pinçar informações em programas curtos e editados”.
“Digo isso com segurança porque sou servidor há 8 anos, sou servidor do Controle e sei da responsabilidade com que esse assunto sempre foi tratado dentro do Governo”, ressaltou.
O chefe da Casa Civil também destacou que Taques encontrou o Estado em uma “situação caótica”, principalmente por causa dos desvios de dinheiro durante a gestão Silval Babosa (2010-2014), na ordem de R$ 1 bilhão.
“Todos os remédios estruturantes, estamos tomando desde 2015. Enfrentamos toda essa crise com bravura para preservar o patrimônio público. Fizemos tudo para combater a corrupção e isso nos permitiu economizar R$ 1,2 bilhão”, garantiu.
De acordo com o secretário Gallo, se for levando em conta os valores de operação de crédito para as obras (R$ 500 milhões), a dívida do Estado chega ao montante de R$ 1, 5 bilhões.
O gestor já destacou na imprensa que o Governo entrou 2018 com um déficit no caixa de R$ 2, 8 milhões – dívida próximo do valor afirmado por Mendes (R$ 3 bilhões).
Dos 2,8 bilhões, R$ 700 milhões – referentes à folha salarial dos servidores – foram pagos em janeiro e mais R$ 700 milhões foram repassados aos fornecedores.
Segundo Gallo, a atual dívida do Estado seria R$ 1,5 bilhão, entre operações de crédito (R$ 500 milhões) e restos a pagar (R$ 1 bilhão). O gestor falou sobre o assunto em entrevista na semana passada ao Programa Conexão Repórter. Veja AQUI.














