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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
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29 de Março de 2023, 08h:58 - A | A

PODERES / CONFESSOU CRIMES

Cabo Gerson vai devolver R$ 61 mil aos cofres públicos e escapa de ação da "Grampolândia"

Gerson Correa Junior pagará a multa em 48 parcelas mensais no valor de R$ 1.290,00 e mais multa civil no valor de R$ 3 mil.

JOÃO AGUIAR
DO REPÓRTER MT



O Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Correa Junior firmou acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e vai devolver mais de R$ 61 mil aos cofres públicos, para encerrar uma ação de improbidade administrativa oriunda do esquema de escutas telefênicas ilegais no Governo de Pedro Taques, que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira.

Gerson, que era cabo da PM na época e hoje é sargento, confessou os crimes. No acordo, intermediado pelo advogado Neyman Monteiro, o sargento é obrigado a devolver R$ 61.920 mil aos cofres públicos. A homologação do acordo foi assinada pela juíza da Vara Especializada em Ações Coletivas, Célia Regina Vidotti, e publicada nesta segunda-feira (27).

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O sargento pagará a multa em 48 parcelas mensais no valor de R$ 1.290,00 e mais multa civil no valor de R$ 3 mil.

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Conforme a juíza Celia Regina Vidotti, o valor da multa civil "será destinado à Associação 4 Bravo Lutas, que tem por finalidade e objeto social a prestação de serviços filantrópicos, assistencial, promocional, esportivo, recreativo e educacional, sem cunho político ou partidário, para crianças carentes, nos moldes do Estatuto da Criança e do Adolescente”.

Com o acordo homologado, Gerson deixa se réu na ação civil pública. "Com o trânsito em julgado, procedam-se as baixas necessárias para exclusão do requerido Gerson Luiz Ferreira Correa Junior do polo passivo da ação, uma vez que eventual descumprimento da avença deverá ser objeto de ação autônoma", finaliza a juíza.

Além de Gerson, o ex-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco também celebrou acordo de não persecução civil com o Ministério Público no ano passado. Ele devolveu R$ 82 mil aos cofres.

Esquema

O esquema dos grampos ilegais veio à tona em 2017 e revelou que a Polícia Militar de Mato Grosso “grampeou”, de maneira irregular, dezenas de parlamentares, jornalistas e advogados.

Os grampos foram feitos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso a telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e, no meio dos nomes listados, inserem contatos de pessoas não investigadas.

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