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18 de Fevereiro de 2019, 15h:45 - A | A

PODERES / CALAMIDADE FINANCEIRA

Bustamante aponta falta de policiais, mas descarta concurso na Segurança

Concurso foi prometido pelo ex-governador Pedro Taques em 2016, porém, o edital nunca foi lançado.

RepórterMT/Reprodução

Alexandre Bustamante: Governo precisa equilibrar as contas.

Alexandre Bustamante: Governo precisa equilibrar as contas.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



O secretário de Estado de Segurança Pública (SESP), Alexandre Bustamante, afirmou – em entrevista ao Conexão Poder – que o Estado não deve realizar concurso público este ano por determinação do governador Mauro Mendes (DEM), como prevê o decreto de Calamidade Financeira sancionado no mês passado.

Bustamante reconheceu a necessidade de aumentar o efetivo das Polícias Civil e Militar, mas lembrou que não adianta realizar o certame sem dinheiro para honrar os custos. Além disso, o decreto de calamidade prevê uma série de medidas como o escalonamento dos salários, renegociação de dívidas, proibição de pagamento de horas extras, entre outros.

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“O Mauro nunca falou que não vai fazer concurso. Pelo contrário, vai fazer, mas na hora que entender que o Estado tenha condições de arcar com os salários, principalmente”, explicou.

Para Bustamante, primeiramente, é preciso que o governador faça o reequilíbrio das contas públicas e pague todas as dívidas, que hoje registra rombo de quase R$ 1,7 bilhão para 2019. Somente depois, será possível verificar a necessidade do aumento de efetivo e realizar os concursos em todas as áreas do Governo.

“O Mauro nunca falou que não vai fazer concurso. Pelo contrário, vai fazer, mas na hora que entender que o Estado tenha condições de arcar com os salários, principalmente. Sendo que há a necessidade muito grande de novos delegados, investigadores e escrivães da Polícia Civil, além de praças e oficiais da PM. Como também peritos e médicos legistas da Politec” explicou.

Vale lembrar que o ex-governador Pedro Taques (PSDB), no dia 1° de fevereiro de 2016, fez uma coletiva de imprensa e lançou o concurso público para preencher 2.400 vagas na Segurança Pública, porém, o edital nunca foi lançado. 

Em outubro passado, ainda na gestão tucana, servidores do Sistema Penitenciário chegaram a paralisar parte das atividades para cobrar a convocação dos aprovados no último concurso de 2016, além da realização de outro certame. (veja aqui).

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