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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
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30 de Julho de 2019, 07h:00 - A | A

PODERES / DINHEIRO INCERTO

Assembleia derruba veto de Mauro e inclui recursos do FEX na receita corrente líquida

Medida tomada pelo governador de excluir recursos do Auxílio às Exportações fazia parte do pacote anticrise aprovado no início do ano pelos deputados.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A Assembleia Legislativa decidiu derrubar, no último dia 24, o veto do governador Mauro Mendes (DEM) sobre a emenda, feita pelo deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Mesa Diretora, que inclui recursos do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) na receita corrente líquida do Estado.

A proposta do parlamentar havia sido feita para atender os servidores públicos contrários ao pacote de normas no âmbito do Estado de Mato Grosso, voltada para a responsabilidade fiscal na gestão, denominada pelo Governo como Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual (LRFE). Os funcionários públicos entendem que a exclusão do FEX prejudica a concessão da Revisão Geral Anual (RGA), já que LRF estadual prevê que o benefício só seria pago caso as receitas superem as despesas.

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Por outro lado, a equipe econômica do Estado entende que o Auxílio às Exportações não depende do Estado e não há garantia de que o valor será repassado. O valor que gira em torno de R$ 500 milhões, referente ao ano passado ainda não foi pago e não há previsão para que o 2019 seja quitado.

Agora, com a derrubada do veto, o Governo do Estado fica obrigado a incluir o valor do FEX nas finanças.

“O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, no desempenho da atribuição conferida pelo art. 42, § 8º, da Constituição Estadual, promulga o seguinte dispositivo da Lei Complementar nº 614, de 05 de fevereiro de 2019, que estabelece normas de finanças públicas, no âmbito do Estado de Mato Grosso, voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. O Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações - FEX integra a Base de Cálculo da Receita Corrente Líquida Ajustada”, diz trecho do documento publicado no Diário Oficial do Estado, que circula nesta segunda-feira (29).

Com essa decisão da Assembleia, o governador fica obrigado a manter a emenda à Lei Complementar nº 614, aprovada pelos deputados em fevereiro deste ano 2019.

 

 

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