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30 de Julho de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / PRÉ-CANDIDATO AO SENADO

Após ser rejeitado pelo DEM, Sachetti tenta espaço na chapa do PR

O deputado estadual Zeca Viana (PDT) ajuda nas negociações para que Adilton Sachetti concorra ao Senado no grupo liderado por Wellington Fagundes

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Deputado Federal Adilton Sachetti (PRB) não abre mão de concorrer ao Senado Federal.

Deputado Federal Adilton Sachetti (PRB) não abre mão de concorrer ao Senado Federal.

MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO



O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) negocia um espaço na chapa do PR para viabilizar a sua candidatura ao Senado Federal. A informação é do deputado estadual Zeca Viana (PDT), que ajuda Sachetti a fechar a negociação que começou na última sexta-feira (27).

“Nós já estamos acomodando o Sachetti junto com o Wellington Fagundes [pré-candidato ao Governo do Estado], como forma do PDT apoiá-lo a senador”, afirmou Viana.

“Nós já estamos acomodando o Sachetti junto com o Wellington Fagundes [pré-candidato ao Governo do Estado], como forma do PDT apoiá-lo a senador”, afirmou Viana ao .

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O deputado – presidente estadual do PDT – salientou que o partido queria muito a candidatura de Sachetti na chapa do DEM, que perdeu a vaga do Senado em uma disputa com o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

“A gente queria muito o Sachetti conosco, mas infelizmente não deu”, destacou Viana ao acrescentar que o PDT só conseguiu emplacar Otaviano Pivetta como vice de Mauro Mendes no grupo liderado pelo Democratas.

Viana está confiante que Sachetti conseguirá a vaga. Ele acredita que o PCdoB irá sair da chapa do PR para apoiar o projeto de candidatura própria do PT, que avalia lançar a professora Edna Sampaio como pré-candidato ao Governo do Estado.

O deputado explica que a saída do PCdoB abriria espaço para Sachetti, que não teria a concorrência da ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia - candidata a ficar com uma das duas vagas ao Senado na chapa republicana. O senador José Medeiros (Podemos) também está no páreo.  

“Parece-me que por causa da Executiva Nacional, o PT está tendo dificuldade [de se coligar com outros partidos] e deve sair de chapa pura. Aí o PC do B acompanharia o PT”, analisa Viana.

O presidente estadual do PCdoB, professor Manoel Motta, negou que haja um movimento do partido no sentido de sair da chapa liderada pelo PR.

Ele destacou que o projeto maior dos comunistas é eleger Maria Lúcia ao Senado e que o grupo do senador Wellington Fagundes “é o melhor espaço para isso, devido ao caráter amplo e democrático dos partidos que compõem a chapa”.

Projeto Senado

Sachetti recusou o convite para ser vice na chapa do governador Pedro Taques (PSDB) que disputará a reeleição.

Ele entrou em negociação com o DEM para disputar as eleições ao Senado pela chapa majoritária liderada pelo partido.

Como uma das vagas já estava reservada ao ex-governador Jayme Campos (DEM), Sachetti disputou o espaço que restava com o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), mas acabou perdendo.

O DEM resolveu ficar com Fávaro devido ao PSD ter um tempo maior de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, em relação ao PRB de Sachetti – 91 segundos contra 56 segundos, respectivamente.

“Para o processo eleitoral, que ficou agora muito curto, ele é de 45 dias, que acaba se resumindo a praticamente um mês de campanha. Você precisa de um instrumento extremamente importante que se chama tempo gratuito na televisão, dado pela Justiça Eleitoral”, justificou Mauro em entrevista recente à Rádio Capital FM.

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