CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
Para o analista político Onofre Ribeiro, a crise instalada com a destituição da comissão provisória do PSB de Mato Grosso pelo Diretório Nacional indica a retomada da ideologia socialista, que não combina com filiados ligados ao setor empresarial, como é o caso do Estado.
“O recado que vejo do PSB Nacional é de que Mato Grosso não interessa. Eles dizem ‘quero esse povo fora’. Isso porque está havendo uma retomada da ideologia socialista e, ao que parece, não busca quantidade, mas uma linha de membros mais radical, mais de esquerda, que não existe no Estado, essencialmente empresarial”, explicou Onofre.
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A comissão destituída tinha como membros os deputados federais Fábio Garcia (presidência) e Adilton Sachetti, os deputados estaduais Oscar Bezerra, Eduardo Botelho e Mauro Savi e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes.
Onofre argumentou que, apesar de estarem confortáveis na legenda em nível estadual, as lideranças sofrerão com a má vontade da direção nacional. “Se eles insistirem em ficar, sempre haverá uma desconexão com a Nacional”.
O analista ponderou também que seria muito difícil outro partido acomodar o grupo, caso os socialistas decidam pela desfiliação. Seja qual for a decisão, Onofre acredita que precisa ser em grupo, para que não percam a “força” política.
O analista político acredita que a decisão das lideranças do PSB
de MT deverá ser tomada em grupo para que não percam força
política
“Os partidos têm ‘dono’ em Mato Grosso e esses ‘donos’ precisam concordar com a entrada desse grupo. É uma decisão difícil, porque se separarem perderão força, mas também terão que conviver com dificuldades políticas se decidirem seguir para outra sigla”, comentou.
Entre as dificuldades citadas por Onofre, estão os projetos políticos para as eleições de 2018. “Cada partido já tem um projeto, assim como o PSB, por exemplo, que quer lançar Mauro Mendes ao Senado. Será que em outro partido conseguiriam manter?”, questionou.
Onofre ainda citou que a crise no PSB de Mato Grosso expõe a fragilidade dos partidos, em nível estadual, uma vez que a maioria das siglas é dirigida por comissões provisórias, que ficam à mercê das direções nacionais.
“Não é interessante pros Diretórios Nacionais perderem esse ‘mando’ sobre as direções estaduais, pois podem submete-las e puni-las caso não cumpram as determinações”, afirmou o analista.
O PSB de Mato Grosso teve a comissão destituída depois que o presidente regional Fábio Garcia desobedeceu a orientação nacional de votar contrário à reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB).
“Se eles insistirem em ficar, sempre haverá uma desconexão com a Nacional”.
Fábio recorreu da destituição e aguarda decisão da direção nacional. No Estado, as lideranças estudam uma forma de reverter a crise e não descartam a debandada do partido.
Segundo Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa, não há uma intenção forte de deixar o partido, mas a decisão será tomada em grupo.
“Teremos uma reunião nesse sábado (6) para definirmos todos juntos o futuro”, disse.















Adalto 08/05/2017
Sr Jucelino Ribeiro uma coisa é o fim da contribuição sindical obrigatória e outra coisa a reforma que desestrutura todo o sistema de defesa dos direitos dos trabalhadores, que ficam nas mãos dos empregadores literalmente. O deputado votou em defesa da agenda liberal do governador Pedro Taques, que em razão do financiamento de campanha está submisso aos empresários, principalmente do agronegócio. Não votou em conformidade com a agenda do seu partido que defende um Estado liberal, mas com a proteção dos direitos dos trabalhadores. Além do mais tanto o Fábio Garcia quando o Mauro Mendes somente estão usando o partido como instrumento de barganha para atingir seus próprios interesses. Mauro Mendes desistiu de última hora sua candidatura a prefeito e, provavelmente deve fazer isto em relação ao governo e o partido deve se adiantar sobre isso e ter um plano B, que poderia ser a migração de uma figura de peso para o PSB, como segunda via ao Paiaguás.
Juscelino Ribeiro 07/05/2017
O que se vê nesta atitude do PSB nacional de destituir o diretorio de MT é em funçao de grande parte do PSB nacional ser do nordeste terra do PT onde em. MT o PT nunca ganhou mesmo nos seus melhores momentos na epoca.o
Davi 05/05/2017
Houve uma desobediência injustificável sobre uma das agendas do partido. Mas o diretório nacional quer uma posição de Mauro Mendes, ou decide se candidatar ao governo ou o Wellington Fagundes será o candidato ao governo pelo PSB.
3 comentários