Divulgação AMM

Hemerson Maninho é ex-prefeito de Colíder e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
DO REPÓRTERMT
Até 2024, a Associação Mato-grossense dos Municípios adotava mandatos de três anos. Naquele ano, durante a gestão de Léo Bortolin, uma mudança no estatuto determinou que, a partir da diretoria seguinte, os mandatos seriam reduzidos para dois anos, com direito a apenas uma reeleição sucessiva. Se fosse aplicada, a nova regra limitaria a permanência consecutiva na mesma função a quatro anos.
A redução foi apresentada como parte de um pacote de renovação após a derrota de Neurilan Fraga, que tentava permanecer pela quinta gestão consecutiva no comando da entidade.
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A regra de dois anos deveria estrear justamente no próximo mandato, mas acabou revogada antes de ser utilizada uma única vez.
Agora, com Maninho na presidência, a AMM voltou atrás e determinou que a diretoria eleita para assumir em janeiro de 2027 terá mandato de três anos. Como permanece permitida uma reeleição sucessiva para o mesmo cargo, o período máximo possível passa dos quatro anos previstos pela regra descartada para seis anos no novo modelo.
O casuísmo está justamente aí: a redução para dois anos foi anunciada como um avanço, mas acabou enterrada antes da primeira eleição em que seria aplicada.
Em 2024, mandato curto significava renovação e alternância. Em 2026, mandato mais longo passou a ser defendido como necessário para garantir continuidade e planejamento.
Curioso como os princípios mudam depois que a cadeira fica confortável.
A mudança pode ter cumprido todas as formalidades e sido aprovada pelos prefeitos presentes. O que não se resolve por votação é a falta de coerência. Se o mandato de dois anos era tão bom quando foi anunciado, por que não deixaram a regra funcionar uma única vez?












