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27 de Outubro de 2026, 21h:55 - A | A

PAPO RETO / MODO SOBREVIVÊNCIA

Abilio vê aproximação de Alexandre de Moraes com a direita

Karine Arruda/ Repórter MT

Prefeito de Cuiabá sugere que ministro do STF precisará negociar anistia a Bolsonaro e fim de perseguições para se segurar no cargo.

Prefeito de Cuiabá sugere que ministro do STF precisará negociar anistia a Bolsonaro e fim de perseguições para se segurar no cargo.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deve buscar uma aproximação estratégica com os senadores da bancada de direita para assegurar sua permanência na Corte. A declaração foi dada ao analisar a nova configuração conservadora do Congresso Nacional e as dificuldades de governabilidade enfrentadas pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Abilio, a eventual cassação do ministro interessaria ao próprio Palácio do Planalto, que ganharia a oportunidade de indicar um novo nome ao STF. Diante desse cenário, o prefeito avalia que Moraes precisará negociar pautas de interesse da oposição.

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"O Alexandre de Moraes vai se aproximar mais da direita do que da esquerda. Porque se o Alexandre for cassado, o Lula tem mais um ministro para indicar. Então, um dos mais interessados na cassação do Alexandre é o Lula. O Alexandre vai ter que buscar um salvaguarda do lado da direita, buscar os senadores para segurar ele lá. E vai negociar, provavelmente, a libertação de Bolsonaro e a quebra das perseguições políticas como maneira de se manter no cargo", analisou Abilio.

Alvo constante de pedidos de impeachment articulados pela bancada conservadora no Senado, Moraes é o relator dos inquéritos que investigam o ex-presidente Jair Bolsonaro, autorizando medidas que culminaram em sua prisão domiciliar. Nesta semana, o ministro determinou a apreensão do passaporte e proibiu a saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência no segundo turno. A decisão cautelar foi tomada após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugerindo a saída do irmão do país.

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