Conectar minha Cuiabá é o que nos move. É com esse objetivo que temos trabalhado de modo incansável para introduzir o melhor meio de transporte existente no mundo para a capital mato-grossense, que completou este ano 300 anos. A fórmula é simples: acrescentar cada vez mais informações, mobilizar e conquistar adeptos.
É um desafio cheio de dificuldades, em uma cidade histórica em constante mudança, com diferentes necessidades e regulamentações em cada área de mercado.
No entanto, somos motivados a pensar permanentemente em como melhorar a qualidade de vida da população dotando a cidade de uma mobilidade urbana nova e eficiente, incorporando inovações no serviço, novos conceitos de tecnologia totalmente amparada pelos mais altos padrões de segurança, conforto e ambientalmente saudável.
Ficamos muito orgulhosos quando o nosso trabalho é valorizado pela sociedade como é o caso do recém-criado Movimento Pró VLT Várzea Grande – Cuiabá. Hoje, a população percebe a necessidade de se promover uma verdadeira revolução no transporte coletivo de nossa capital.
Mas, como fazer essa mudança tão desejada? Por incrível que pareça, é mais fácil do que muitos pensam. Após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em julgamento, manter a rescisão contratual para a conclusão das obras do VLT de Cuiabá, o governador Mauro Mendes ficou muito à vontade para decidir sobre três alternativas.
A primeira delas, a conclusão e operação do empreendimento poderia ser bancado pelo Estado. O investimento teria retorno garantido. Se, por exemplo, o preço da passagem for cobrado a R$ 4,00 para cerca de 160 mil passageiros/dia, a receita estimada seria de R$ 640.000,00 por dia. Não há como dar prejuízo.
A segunda opção, poderia ser feita por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) sendo que a propriedade dos bens em questão continua a ser do Estado, ainda que, durante a vigência do contrato, o setor privado cuide de sua operação.
A última opção, a privatização, o bem público torna-se privado, a exemplo do que ocorreu com a mineradora Vale do Rio Doce, em 1997. Desse modo, seu gerenciamento e seus lucros e prejuízos, antes governamentais, são inteiramente transferidos a um parceiro privado.
Sem defender, a priori, algumas delas, as exponho aqui para que saibamos que há alternativa viável para o VLT e que o governo não está engessado. Porém, não deveria decidir sozinho. Tenho visto que há interesse da sociedade civil em participar dessa decisão. Em uma democracia essa é a melhor direção para a construção de caminhos sólidos, contar com a participação social, a partir de debates democráticos envolvendo as instituições do Estado e a sociedade civil.
Espero que o governador não perca essa oportunidade de dialogar com todos os interessados, independente de coloração partidária. Cuiabá e Várzea Grande merecem que se desenvolva alternativas éticas, técnicas e sustentáveis para a promoção do bem-estar e do desenvolvimento econômico e social da região metropolitana.
VICENTE VUOLO é economista e cientista político.















