Cuiabá, 30 de Junho de 2022
logo

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011, 09h:05 - A | A

WILSON CARLOS FUÁ

Vidas vazias

WILSON CARLOS FUÁ

 Quantas pessoas que durante as caminhadas matinais no Parque Mãe Bonifácia, recebem a energização das árvores e das encruzilhadas são dadas a potencialização do caminho certo, mas algumas pessoas    passam uma sensação de tristeza e solidão, são os chamados de “passos tristes”.  Mesmo com o cantar dos passarinhos, o frescor da mata e o vai-e-vem das pessoas, caminhando ou correndo, os famosos “passos tristes” vão caminhando de cabeça baixa, ombros caídos como se todas as dores do mundo fossem depositadas em suas costas, sem dar ou receber um bom dia. São pessoas absolvidas  por uma sensação de tristeza, e até parece que os seus passos são dados dolorosamente. Elas passam a impressão de estar  caminhando sem prazer, parece que o mundo perdeu o colorido (para elas)  e a magia de viver virou a esquina e desapareceu. Muitos estão tentando  fugir do mal que fazem a si próprio. Este vazio da vida  é  fruto da auto crueldade e, é explicado pelas tentativas de ser igual aos desiguais.

Caminhar é um divertimento, é a celebração da vida,  é quebrar a rotina sedentária, balançando o esqueleto, sacudindo o corpo, exercitando nos aparelhos fortificando os músculos  e suando por todos os poros é acima de tudo alimentar a vida.    Caminhar sem companhia, fatalmente leva ao exercício de reflexão sobre tudo. Durante a caminhada nascem as inspirações, nasce o delineamento para tomadas de decisões e o melhor de tudo, é ai que comungamos todas as situações da vida, começa o momento que devemos  olhar para dentro de nós mesmos. Porque lá dentro é que encontramos uma criança amedrontada. Essa criança que não sabe bem o que está fazendo aqui, essa criança que muitas vezes preferiu afastar de todos, e fica a sensação de que quase não é ouvida e consultada, assim  a vida vai seguindo dentro das regras preestabelecida pela síntese do adulto triste.

Será que essa criança que existe dentro de você, está feliz com esses brinquedinhos que estão sendo  dados a ela?

Será que essa criança que existe dentro de você, se satisfaz com vários aparelhos de celulares com múltiplas funções; roupas de grifes; carros importados do ano; perfumes iguais aos do vizinho só por causa dos preços; apartamentos com metros quadros mais caros da cidade; círculos sociais cheios de pessoas importantes e vazias, e uma dívida de financiamento desproporcional ao que você  poderá receber durante  toda a sua  existência.

Será?

Essa criança que existe dentro de você só quer um pouco de tolerância, que bom se você deixasse essa criança  tomar um pouco as rédeas da sua vida por um tempo necessário até você sentir novamente o prazer pelas coisas simples da vida, como:   bom humor com ótimas gargalhadas; pelo menos   sentir a sensação de felicidade infantil;   descomplicar as rotinas  para amar e ser amado, e principalmente   ser igual uma criança que caminha sem medo de cair ou ser feliz gracejando de você mesmo.

Muitos de nós buscamos a nossa própria felicidade nos outros, mas se você não é feliz, você só irá  compartilhar tristeza com o próximo. O número de separações em sua vida está diretamente ligado ao tamanho da sua insatisfação consigo mesmo. A verdadeira felicidade, nasce de   dentro para fora e não a de fora para dentro, toda conquista material é precária e passageira.

Pense bem, talvez o motivo dessa  sua  infelicidade,  mesmo tendo tudo do melhor que a vida pode lhe oferecer, tendo uma linda família e as maiores oportunidades na vida, você ainda é infeliz, talvez seja porque você não deu um tempo para  escutar  a criança que existe dentro de você. Ser adulto 24 horas de todos os dias da sua vida, pode lhe transformar em um forte, um ser equilibrado e consciente no jogo das colonizações materiais, só isso mesmo e ponto final. Saiba que a vida não é só isso não. O importante é saber que  somar conquistas materiais só trazem felicidades súbitas.

Não perder a freqüência com essa criança que existe dentro do seu interior é achar o verdadeiro sentido da vida.

Economista Wilson Carlos Fuá – É Especialista em Administração Financeira e Recursos Humanos. Fale com o Cronista:  fuacba@hotmail.com

>>> Siga a gente no Twitter e fique bem informado

Comente esta notícia

edna maria 31/10/2011

Se voce prestar atençao Sr.Wilson nas transformações das pessoas, dos tempos modernos onde quase todas pessoas tem um computador em casa, amizade está ficando uma pérola rara, é mais facil falar pel internet do que fazer uma visita, as pessoas estão se enclausurando muito também pela violencia existente atualmente no Pais, não se pode mais sair para dançar que é o exercicio fisico melhor para todas as idades, ademais atualmente ninguem quer mais AMAR ninguem, so tem beliscos. Os homens acima e 40 anos desejam meninas, garotas novas. As senhoras acima de 40 anos só encontram garotos que ainda não tem uma situaçao financeira definida, o que é bastante comodo pra eles. Com isto as pessoas que tem uma certa experiencia de vida, vão se isolando, ficando em seu canto, deixando a vida passar. Acho muito triste o mundo de hoje, ninguem nasceu pra vice só, e é o que esta acontecendo atualmente o total desinteresse por tudo e uma tristeza visivel no semblante de certas pessoas. Dizendo mais, existe neste século uma doença quase invisivel mas que mata chamada DEPRESSÃO. Achei linda sua reportagem, bem propricia, ainda bem que o senhor teve a sensibilidade de notar o que passa despercebio ao olhar de todos.

Guinho 29/10/2011

Vidaaa vaziaaaaa, saudade suaaa, dia nublado, vento geladp, noite sem lua =) é isso ai, gostei do artigo, mas o título me fez lembrar esta música kkkk

Luciana Gomez 28/10/2011

Você falou uma grande verdade Sr. Wilson, as pessoas estão muito tristes e desanimadas, estão mais preocupadas em adquirir bens materiais do que celebrar o que a VIDA tem de melhor para oferecer,que é buscar a felicidade de dentro pra fora, como você disse no artigo. E eu acrescento ainda, esse vazio que muitos sentem, se chama: "FALTA DE DEUS". Parabéns mais uma vez!

3 comentários

1 de 1