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Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômicas
WILSON CARLOS FUÁH
Quando decidimos viver em paz, podemos desarmar muitas das coisas ruins que insistem em perturbar a nossa caminhada. Quando escolhemos viver por conta própria, descobrimos a independência e aprendemos a viver de acordo com a nossa realidade, sem precisar seguir os passos ou os desejos de outras pessoas.
Quando deixamos de dar valor excessivo àquilo que não deu certo, paramos de nos diminuir e de implorar pela atenção de quem não reconhece o nosso verdadeiro valor.
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Quando decidimos que temos o direito de ser aquilo que desejamos ser, desacorrentamos a nossa alma e nos libertamos de muitas amarras que nos impediam de caminhar. A partir daí, começamos a destravar aquilo que não compreendíamos e até mesmo aquilo que não conseguíamos enxergar.
O que não é nosso, podemos deixar ir.
Não precisamos fabricar desilusões, alimentar expectativas impossíveis ou permanecer presos a situações que já cumpriram o seu ciclo. Há momentos em que deixar partir é também uma forma de cuidar de nós mesmos.
Quando paramos de nos comparar, também paramos de lamentar. E, quando deixamos de lamentar, aprendemos a não aceitar as sobras de ninguém.
Não nascemos para viver de migalhas de afeto, de atenção ou de consideração. Cada pessoa merece encontrar o seu próprio espaço e aprender a reconhecer o valor que carrega dentro de si.
Quando decidimos seguir em frente, conscientes de nossas responsabilidades, estamos preparados para recomeçar. Então, enchemos o peito de ar, levantamos a cabeça e damos passos mais largos, porque começamos finalmente a compreender quem somos e o que realmente queremos para a nossa vida.
A partir daí, passamos a enfrentar o mundo sem jogar a toalha. Abrimos a porta da esperança e colocamos para fora do nosso caminho tudo aquilo que nos fazia infelizes ou que diminuía a nossa capacidade de amar e de viver.
Muitas vezes, nossas dores acabam refletindo também no jogo do amor. Há pessoas que saem por aí procurando aconchego apenas para fugir do desespero, da angústia ou do medo de que a solidão faça morada em seus corações.
Mas ninguém deve procurar no outro aquilo que ainda não conseguiu encontrar dentro de si.
Precisamos primeiro aprender a conviver com a nossa própria presença, compreender nossas necessidades, respeitar nossos limites e reconhecer nossas virtudes. Somente então estaremos verdadeiramente preparados para compartilhar a vida com alguém, não por carência, mas por escolha.
A sua vivência é só sua.
Ninguém pode viver a sua história no seu lugar, assim como ninguém conhece completamente as batalhas que você precisou enfrentar para chegar até aqui.
Por isso, siga em frente. Faça as suas escolhas, assuma as suas responsabilidades, preserve a sua paz e não tenha medo de recomeçar.
A vida não exige que sejamos iguais aos outros. Ela nos convida a descobrir quem realmente somos.
E talvez a maior conquista seja justamente essa: deixar de viver para ser aceito e começar a viver para ser verdadeiro
Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômicas
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