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Cuiabá, 23 de Junho de 2024
23 de Junho de 2024

17 de Novembro de 2022, 06h:00 - A | A

OPINIÃO / ONOFRE RIBEIRO

Orquestra da UFMT e Amaggi



No último domingo à tarde, 13, na comemoração dos 45 anos de fundação do Grupo Amaggi, a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso fez um concerto no Parque das Águas, em Cuiabá. O tema foram músicas-temas de filmes do cinema nas últimas décadas. Começou com “2001 – Uma Odisseia no Espaço”. Passando por “ET”, “Indiana Jones”, “Rei Leão”, “Frozen”, “Missão”, entre outros. Num agradável misto de imagens dos filmes no telão, e a orquestra fazendo a parte musical do tema.

Este é o fato que dá origem a este artigo. Mas o principal pano de fundo está no fato de que o agronegócio passou a enxergar a cultura mato-grossense com olhos de vizinhança. O agronegócio assumiu posição crescente na economia estadual até atingir o ponto atual em que responde como principal formador da riqueza estadual. Nesse período nunca houve uma aproximação entre a velha cultura mato-grossense e a riqueza da nova economia.

Bom lembrar que até lá pelos anos 2000 existia a Lei Hermes de Abreu que financiava projetos culturais com recursos das empresas que se beneficiavam do ICMS correspondente ao valor patrocinado. Isso mudou de forma, mas permanece até hoje. Longe da demandada exigida pelo crescente mercado da cultura.

A experiência entre o Grupo Amaggi, que associou o seu aniversário de 45 anos com a apresentação riquíssima da Orquestra da UFMT, abre um novo campo nessa relação que ainda não se firmou. Nos tempo da Lei Hermes de Abreu, Mato Grosso tinha uma economia muito menor do que hoje e ainda assim se financiava a cultura com muito vigor.

Agora com uma economia muito mais forte, é de se esperar que grandes grupos empresariais como a Amaggi percebam essa janela e consolidem uma relação cultural com a sociedade mato-grossense. Ao fim do concerto, tive a oportunidade de conversar com os amigos Fabrício Carvalho, maestro da orquestra da UFMT, e o CEO do Grupo Amaggi, Judinei Carvalho. Pude dizer-lhes que o crescimento da economia mato-grossense faz crescer também uma enorme cadeia produtiva no campo da cultura.

A importância da cultura na formação de uma sociedade é tão importante quanto as cadeias produtivas do comércio, da indústria, dos serviços e do agronegócio. Nenhuma sociedade se consolida sem uma identidade cultural. Ainda mais uma sociedade jovem como a de Mato Grosso.

Judinei Carvalho, mato-grossense de Poxoreo, ficou impressionadíssimo com a plateia de cerca de 5 mil pessoas, e com a qualidade extraordinária dos músicos da orquestra. O reitor da UFMT, professor Evandro Soares, assistiu ao concerto.

Esse tipo de convivência iniciada entre a UFMT, via orquestra, e grandes empresas de ponta como a Amaggi, abre um cenário muito interessante e promissor em Mato Grosso. Mais importante: junta duas grandes pontas corporativas que ainda não se falavam. E tem grandes campos de convivência de mútua cooperação. Parabéns à UFMT, à Orquestra e ao Grupo Amaggi!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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