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12 de Novembro de 2014, 09h:36 - A | A

OPINIÃO /

Natal do desapego

2014 está voando, chegando ao limiar de 2015

ALECY ALVES



Parece que foi ontem que celebramos o ano-novo. 2014 está voando, chegando ao limiar de 2015. Nas ruas, as vitrines das lojas começam a retratar o clima natalino. 

Nas famílias, as árvores de Natal e listas de presentes abrem espaços em casas e agendas. Produtos típicos da época se multiplicam nas gôndolas dos supermercados, enquanto espaços festivos são reservados e fartos cardápios planejados.

O Natal movimenta bilhões na economia brasileira, mas também mexe com os sentimentos das pessoas, o que é melhor. Adoro tudo que nos remete ao Natal, especialmente esse clima de solidariedade que aflora em uma boa parcela dos cidadãos brasileiros. 

Essa data, pelo menos no meu caso, é de reflexões. Repenso decisões tomadas e procuro acomodar aquilo que está em ebulição, que ainda não encontrou o caminho ou que o percurso traçado desviou do planejado. 

Mesmos que nem tudo aconteceu como queríamos, porém continuamos aqui, firmes e fortes para o Natal deste e de muitos outros anos, se Deus quiser, poderíamos aproveitar mais essa oportunidade para agradecer praticando o desapego. Vamos? 

Que tal limpar os armários? Tirar de lá aquele vestido que você comprou no impulso e arrependeu-se, não era bem o que queria, pode ser uma boa ideia. Vamos desapegar de sapatos, bolsas, camisas, calças, saias e tudo mais que estiver entupindo nossos guarda-roupas? 


Não tem nada sobrando nos armários? Todos os anos o Papai Noel dos Correios recebe milhares de cartinhas com os mais variados pedidos a espera de corações solidários para atendê-los. 

Na lista estão roupas, calçados, bola, boneca, bicicletas, materiais escolas... Também há crianças que querem simplesmente uma cama para dormir. 

Formar grupos com parentes, amigos do trabalho, da igreja, faculdade ou do WhatsApp pode fortalecer o projeto de desapego ou, quem sabe, aumentar o número de cartinhas atendidas. Se preferir, pode atender aquela família que você já conhece ou que um amigo indicou. 

Recentemente a imprensa noticiou, contrariando o que o governo Federal propaga, a pesquisa(Pnad 2013) que aponta o aumento do número de miseráveis(que palavra horrorosa) no Brasil. 

Subiu de 10,08 milhões, em 2012, para 10,45 milhões em um ano(2013). Isso corresponde a mais 370 mil pessoas voltaram à condição de indigência, pois é esse o significado de miserável. 

Então? Vamos ficar parados? 

ALECY ALVES é repórter do jornal Diário de Cuiabá.

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