Cuiabá, 05 de Outubro de 2022
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30 de Dezembro de 2013, 10h:07 - A | A

OPINIÃO / ANTONIO CARLOS

Luzes que não brilham

Uma cidade carente de verde e animais não tem sentido!

ANTONIO CARLOS NOGUEIRA



Não sou corajoso, por isso escrevo. Escrever é como desabafar usando a imaginação. Ao vivo e a cores não sou como gostaria e nem o mundo é perfeito, não é Prefeito? Então escrevo para transformar a vida do meu jeito.

Eu acho que até trocaria os textos por respostas imediatas quando me ofendessem e é assim que me sinto agora... Ofendido!

A ornamentação das praças de Cuiabá, feita pela prefeitura para o natal e festas de final de ano espero que tenha servido muito mais para dar um brilho na escuridão da consciência ambiental dos nos nossos dirigentes municipais do que para comemorar. Que tremenda bola fora Sr. Prefeito e Secretário de Serviços Urbanos! Onde já se viu fixar luzes natalinas nas árvores das praças públicas de nossa cidade, ironicamente chamada de Cidade Verde, com PREGO! Isso só pode ser irresponsabilidade!

A perfuração de árvores com prego funciona como porta de entrada para micro-organismos tais como Bactérias, Fungos, Cupins... Que causam doenças e consequentemente a morte das árvores.

Não podemos mais admitir tal vandalismo com a flora e consequentemente com a fauna, sendo danificada, mutilada e morta. Uma cidade carente de verde e animais não tem sentido! Em nome da atração que as luzes significam, não devemos destruir a vida, vida esta que foi agredida de forma bárbara, covarde e sem consciência.

Quem praticar esse tipo de vandalismo nas ruas, praças, bulevares e demais logradouros públicos deve ser punido, os gestores municipais precisam estar mais atentos à legislação vigente,
Lei Federal n. 9605/98, Lei Orgânica Municipal, Código de Postura, Plano Diretor... A secretaria municipal deve fazer vistoria nesses espaços e aplicar multas nos infratores que estiverem praticando essa modalidade de vandalismo, tudo isto está previsto em lei. No entanto quando a falta de conscientização, sensibilização e fundamentalmente educação dos próprios gestores públicos resultarem em tais transgressões cabe então ao Ministério Público e à Sema, em respeito à população, fazer cumprir o seu papel fiscalizador autuando os responsáveis, mesmo que seja o poder público como é o caso, de forma exemplar e implacável.

É possível, mesmo sendo empresário de uma área altamente impactante, como a produção de estruturas metálicas, atuar e produzir de maneira sustentável. Mire-se no exemplo do nosso ex-governador e seu padrinho político, que hoje é reconhecido como um dos grandes defensores das causas ambientais.
Prefeito, não basta fazer por fazer isso é demagogia, tem que agir com consciência. Apague essa luz, ela não brilha.

ANTONIO CARLOS NOGUEIRA é jornalista e educador ambiental com colaboração de Romildo Gonçalves, biólogo e especialista em botânica.





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