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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
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05 de Agosto de 2014, 08h:53 - A | A

OPINIÃO / ALFREDO DA MOTA MENEZES

Desistência de Jayme

A desistência à disputa ao Senado ainda é assunto do cotidiano politico

ALFREDO DA MOTA MENEZES



A desistência de Jayme Campos à disputa ao Senado ainda é assunto do cotidiano politico. Um fato inédito na política estadual. Têm-se na rua diferentes pontos de vistas. Elenco três deles.

Fala-se que dois dias antes da convenção que homologaria a chapa em torno do Pedro Taques, Jayme Campos foi chamado para um encontro com o grupo político.

Que ali lhe foi apresentada uma pesquisa qualitativa que mostrava que ele, Jaime, puxava a chapa majoritária para baixo. Que ele atrapalharia o discurso do novo em torno do Taques.

 

Dizem que o Jayme perguntou, por que então as pesquisas o mostravam à frente dos outros concorrentes. Que a resposta foi que estava assim neste momento que, como dizia a qualitativa, a tendência era de queda.


Em correspondência que a coluna recebeu alguém levanta outro motivo da desistência do Jayme. Argui que o Jayme não vai em bola dividida em eleição. Que ele nunca perdeu uma e que nesta corria risco de manchar a boa biografia eleitoral que construíra. Ele elenca as disputas do Jayme dando nomes dos concorrentes e até alguns números.

Diz que a disputa mais difícil que o Jayme teve foi a sua primeira eleição para prefeito de Várzea Grande. Na segunda, para o governo em 1990, ele ‘enfrentou dois bois de piranhas ou laranjas’. 

Um foi o candidato do PMDB, Agripino Bonilha, que teve 13.85% dos votos e o outro do PT, Luiz Scalope, que ficou com 1.62% dos votos. Que o Jayme, ‘sem candidatos competitivos’, teve 66.85% dos votos válidos.

Na outra eleição para prefeito de Várzea Grande, ele enfrentou Zilda Pereira Leite. Ela não era forte eleitoralmente e, como diz a correspondência, foi ‘mais uma disputa do Jaime com ele mesmo’. Na reeleição enfrentou Lino Rossi pelo PSDB e Waldir Bertúlio pelo PT, dois desconhecidos naquela cidade.

Em 2006, Jaime concorre a senador e enfrentou seis nomes. Cleusa Leite (PSOL), Edson Santana (PSDC), Janete de Carvalho (PCdoB), José Aquino Correa (PRP), Rogério Salles (PSDB) e Manoel Novaes (PSC). O único nome mais ou menos conhecido seria o de Rogério Salles. Jayme teve 61% dos votos.

Mais uma correspondência recebida afirma que o Jaime não foi à disputa ao Senado porque era difícil e que sairia muito cara. Quem mandou o e-mail diz que Jayme não teria apoio coeso do seu grupo, cita os casos do Percival e do Mauro Mendes, e que o Jaime teria que gastar muito dinheiro na eleição e que percebeu que a candidatura do Taques não o ia socorrer com dinheiro. 

Teria que por do seu próprio recurso. Termina dizendo que perder eleição e perder dinheiro não estaria na cartilha do Jayme. Ele pulou fora.

Será que dá para juntar tudo isso? Falta de unidade, eleição cara, concorrentes difíceis e a tal pesquisa qualitativa?

 

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Popular 05/08/2014

Boi de Piranha ou Laranjas? O cretino que disse isso não sabe de nada. Em 1990 Jaime abusou do poder econômico e já estava em campanha há 4 anos. A grande verdade é que perdeu, com sua esposa, as eleições em sua própria cidade, que curiosamente tem um senador e um deputado federal e está um caos. A verdade é que na politica se trabalha para o próximo pleito e não pelas pessoas das nossas cidades. Ele correu do pleito pra encerrar sua carreira politica sem ter ele perdido uma eleição, esse que seria seu destino nesse pleito.

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