Cuiabá, 16 de Agosto de 2022
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16 de Dezembro de 2017, 07h:55 - A | A

OPINIÃO / ALECY ALVES

Bebida x direção

Poderíamos fazer diferente neste fim de ano.



Esta semana, durante mais uma edição da Operação Lei Seca(a 32ª do ano) em Cuiabá, oito motoristas foram presos em flagrante delito por embriaguez ao volante, apresentarem mais de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido. Vinte e três tiveram suas carteiras de habilitação (CNH) apreendidas. 

As polícias Militar e Civil, juntamente com outros órgãos de fiscalização do trânsito, estão nas ruas reprimindo essa combinação química mortal e criminosa de álcool e volante. 

Essa repressão é necessária, claro, porém sabemos que o pior de toda essa situação não é a prisão por algumas horas, o pagamento de multas altíssimas, tampouco a suspensão ou perda temporária da CNH. 

Fico indignada quando me questionam sobre locais de possíveis blitz da Lei Seca em andamento na cidade. Muitos querem saber simplesmente para desviar, evitar os pontos de policiamento onde os motoristas estão sendo parados e submetidos ao teste do bafômetro, ou etilômetro, como queiram. 

Todavia, essa busca de informações privilegiadas feita por colegas, parentes, amigos, inimigos... é infinitamente menor, irrelevante, diante nas artimanhas criadas via redes sociais, especialmente o whatsapp, por motoristas que querem se comunicar sobre os locais onde estão ocorrendo operações. Um avisa ao outro para que foram fugir do flagrante. 

Pensando: Se o(a) motorista não se preocupa com a própria segurança, não percebe ou não quer saber dos riscos de acidentes, que também pode morrer se estiver dirigindo bêbado(a), imagina em relação ao próximo, aos pedestres e outros condutores? 

O Código de Trânsito que trouxe a previsão de pena de prisão por embriaguez ao volante completa 20 anos em 2018. Muita coisa mudou, para melhor, desde então, mas o que parece não ter sim é a necessidade de alterações para agravar as punições, incluindo os valores das multas, para aqueles que insistem em descumprir legislação. 

As festas de fim de ano estão chegando e trazendo consigo o aumento da preocupação sobre o trânsito, especialmente porque há um entendimento de que haverá mais motoristas bêbedos dirigindo. 

Poderíamos fazer diferente neste fim de ano. Diminuir os acidentes, feridos e mortes. Que tal irmos à festa de confraternização do trabalho, o Natal e réveillon de táxi, uber ou nomear o motorista da rodada? 

ALECY ALVES é repórter 

alecy.pa@gmail.com 

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