Cuiabá, 30 de Junho de 2022
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Sábado, 12 de Novembro de 2011, 10h:37 - A | A

EDUARDO PÓVOAS

Aos 594 de Brasília

EDUARDO PÓVOAS

Sem exceção! Escrevo aos quinhentos e treze deputados federais e oitenta e um senadores eleitos para que, no Congresso Nacional, ouçam a voz do povo que os elegeu.

Chego a pensar que determinados assuntos que afligem de maneira interminável este povo passam despercebidos por estes cidadãos responsáveis pelo bem-estar deles. Será verdade? Não, não posso admitir que a esmagadora maioria da nossa população clame, todos os minutos, todos os dias, todas as semanas e todos os meses, por uma coisa determinante para que permaneça viva, e esse clamor se perca pelos corredores do Congresso Nacional, sem chegar ao menos pertinho do gabinete desses ilustríssimos senhores.

Será que esses ilustríssimos senhores têm tempo para assistir à televisão, ou quando têm só ligam nos canais de futebol?

Clama a população sofrida deste país que diferentemente dos senhores, não tem condições de ter um segurança, e quando tem é um cachorro magro e leproso, pela reforma urgente das nossas leis penais, pelo enquadramento dos "de menor", deixando de ser tratados como infratores e passando a ser tratados como bandidos e criminosos, incendiando esse manto de imunidade colocado nas costas desses delinquentes juvenis que assolam a tranquilidade da família brasileira. Com dezesseis anos, está habilitado a votar. Coitadinho, com os mesmos dezesseis anos não pode ser responsabilizado criminalmente. Que absurdo!

Clama a sociedade brasileira por penas severas àqueles que bêbados matam pai, mãe, trabalhador e filho, ocupando as manchetes dos jornais, das televisões, das rádios e dos sites nas segundas-feiras, alguns debochando na cara da nação com um maço de dinheiro na mão para pagar sua fiança, o que o habilita a matar novamente.

Clama a nação aos senhores congressistas por mudança na Constituição deste país de tal maneira, que as forças armadas passem a fiscalizar nossa fronteira por onde passa a droga que mata nossos filhos. Aqui, só o Exercito poderá minimizar essa situação.

Clama a nossa sociedade pelo fim do chavão: "a polícia prende e a Justiça solta".

É, senhores, é isto que a grande maioria do povo brasileiro pensa. Eles (o povão) precisam saber que os anos de cadeia em uma condenação e os motivos que levaram o criminoso a ser preso são determinados pelos senhores. Precisa o povo brasileiro saber, esse mesmo povo que os elegeram, que são vocês que fazem as leis. Precisam saber que o Poder Judiciário é mero aplicador das leis elaboradas aí no Congresso.

É pedir muito? É pedir demais segurança para a esposa e os filhos enquanto o marido sai atrás da "merreca" para sustentar a prole?

Será que todos nós estamos errados e vocês (594) estão certos?

Caso não consigamos sensibilizar vocês, o que acho difícil, imploremos à presidenta Dilma, detentora da maioria no Congresso Nacional, que mobilize sua bancada no sentido de atender aos anseios deste sofrido povo. Que atenda aos anseios da família do gari que saiu para trabalhar e que foi esmagado por um motorista bêbado.

Que atenda a família do jornalista assassinado pelos traficantes do Rio de Janeiro.

Que atenda a milhares de pais e mães que passam noites em claro esperando seus filhos retornarem ao lar, quando retornam.

É pedir demais? Até quando vamos continuar dando risco n'água?

Isso é pra já!

Quem vai ter coragem de começar? 

EDUARDO PÓVOAS é cidadão cuiabano.
povoas@terra.com.br

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