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18 de Novembro de 2014, 15h:39 - A | A

OPINIÃO /

A violência

Vou discordar de todos os estudiosos, de toda equipe especializada em violência

EDUARDO PÓVOAS



Vou discordar de todos os estudiosos, de toda equipe especializada em violência, de todos os doutores, phds, psfd, e coisa que o valha, com relação ao aumento indiscriminado da violência em todos os segmentos da nossa sociedade. To de saco cheio de ler relatórios e mais relatórios de comissões especializadas em segurança.

É no campo, na cidade, nos morros, nas praias, nas igrejas, no futebol, na política a bandidagem age com desenvoltura como se desse aula de assalto, roubo, furto, estupro, latrocínio e tudo mais.

Zombam na cara das autoridades. Gozam na cara do policial que acabou de prendê-lo, e com homéricas gargalhadas enfrentam de cara aberta às câmeras de televisões.

O “de menor” então, deita e rola sob a proteção do seu sagrado manto, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que o classifica como INFRATOR e não como BANDIDO!

Isto vai aumentar de maneira incontrolável, colocando cada vez mais o trabalhador, o pai de família, o homem honesto de joelho no milho enquanto esses safados fazem o que querem nas nossas ruas e nas nossas casas.

Vai aumentar de maneira incontrolável enquanto neste país o crime compensar, e chega de atribuir isso a desigualdade social, desemprego etc etc, CHEGA. Não viram que trabalhar a violência por este ângulo não tem surtido efeito? CHEGA!

A violência para mim começa na Praça dos Três Poderes em Brasília. Ali no Congresso Nacional começa a “carnificina” da população brasileira, pois a grande maioria de seus membros não está nem aí para as leis frouxas que incentivam o bandido a praticar crimes, pois sabem que se hoje forem presos, amanhã serão soltos.

Senão vejamos: a quem interessa manter o Juiz Lalau preso? Interessa a você trabalhar para pagar café, almoço e janta pro Lalau ou interessa a nós todos vermos de volta aos cofres públicos os bilhões de reais que o Lalau roubou, segundo a justiça?

O cidadão é condenado a 150 anos de prisão, a sociedade fica satisfeitíssima por que não sabe que neste país ninguém pode ser condenado a mais de 28 anos.

Desses 28 anos, se o bandido fumar cigarro de boa qualidade, sua pena é reduzida em cinco anos.

Se usar papel higiênico picotado, menos cinco anos de pena.

Se gostar de pequi e comer todos os dias, menos cinco anos de cadeia.

Se souber fazer uma boa “maria teresa”, tem a redução de seis anos em sua condenação.

Ao faltar três a quatro anos para “cumprir” a pena será beneficiado pela prisão domiciliar, poderá ir pra casa, fazer seu churrasquinho e tomar sua lourinha gelada.

O canalhinha “de menor” que acabou de matar um pai de família entra no Pomeri de manhã e sai à tarde. Sai rindo, sabendo que nunca foi e nem será bandido e sim INFRATOR!

Estou colocando minha cara à tapa como sempre faço. Podem os entendidos e PHDS no assunto comentar no rodapé deste que sou burro e que nada entendo de segurança pública. Acreditem nesses que me taxarão de ignorante em segurança, pois o plano apresentado por eles vem dando certo né? Até hoje essas medidas advindas após reuniões e mais reuniões só serviram para proteger o bandido, o desarmamento da população tá aí pra comprovar. Chega, CHEGA de teoria! O povão não aguenta mais! Convoco você a não ouvir mais conversa fiada de “entendidos” e “profissionais” no assunto. Nossa família quer SOLUÇÃO e tranquilidade, não as apresentadas até hoje. 

As autoridades estão de mãos e pés atados por causa do famigerado DIREITOS HUMANOS. Aí de um policial que se atrever tocar em um bandido! Pode colocar um milhão de homens nas ruas que de nada adiantará, pois sabem os presos hoje, que amanhã estarão soltos. As leis favorecem esses calhordas.
E viva os direitos humanos! Viva os frouxos do Congresso Nacional que tratam bandidos a pão de ló e a você e a mim, como canalhas.

Quantas saudades de um Desembargador aposentado. Nessa época vivíamos em segurança, podíamos sair de casa sem medo. O bandido é que tinha medo. Esperemos a nova Legislatura, se não derem jeito nessa violência, cabe a nós povão, pintarmos a cara e irmos para as ruas, sem quebra quebra, mas exigir nossos direitos de cidadão. 

*EDUARDO PÓVOAS é odontólogo pós-graduado pela UFRJ

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