Cuiabá, 02 de Julho de 2022
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Quinta-feira, 23 de Junho de 2022, 17h:13 - A | A

GESTAÇÃO DE RISCO

O casal reza para que coração do bebê pare de bater após aborto negado

Gravidez de Andrea não é mais viável, mas médicos não podem intervir por causa da legislação de Malta, a menos que ela entre em trabalho de parto ou desenvolva sepse

Sara Monetta - BBC News
TERRA

Andrea e Jay nunca pensaram que estariam nesta situação: rezando para que o coração de sua filha pare de bater antes que Andrea desenvolva uma infecção potencialmente mortal.

O casal, dos Estados Unidos, estava de férias em Malta quando Andrea Prudente, grávida de 16 semanas, começou a perder sangue. Os médicos disseram que a placenta estava parcialmente descolada, e sua gestação não era mais viável.

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Mas o coração do bebê ainda batia — e em Malta isso significa que, por lei, os médicos não podem interromper a gravidez.

Há uma semana o casal está esperando, confinado em um quarto de hospital.

"Estamos sentados aqui com o entendimento de que, se ela entrar em trabalho de parto, o hospital entrará em ação. Se o coração do bebê parar, eles vão ajudar. Fora isso, eles não vão fazer nada", conta Jay Weeldreyer à BBC pelo telefone.

A voz dele está cansada e irritada. Ele teme que a condição de Andrea possa mudar rapidamente a qualquer momento.

 

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