facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 29 de Maio de 2026
29 de Maio de 2026

30 de Julho de 2019, 10h:12 - A | A

NACIONAL / MASSACRE NO PARÁ

Governo divulga nomes dos 57 mortos rebelião em presídio

Entre os 57 mortos, 16 foram encontrados decapitados e outros 41 morreram asfixiados durante incêndio. Corpos permaneciam em unidade nesta manhã porque não podiam ser retirados devido à alta temperatura.

G1/PR



O governo do Pará divulgou nesta terça-feira (30) a lista com o nome dos 57 detentos mortos no massacre desta segunda no presídio de Altamira, nordeste do estado.

Segundo o governo, 16 presos foram encontrados decapitados e outros 41 morreram asfixiados.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

O confronto no Centro de Recuperação Regional de Altamira se deu entre facções criminosas que atuam dentro do presídio. Líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). Dois agentes penitenciários chegaram a ser feitos reféns, mas foram liberados.

O Centro de Perícias Renato Chaves iniciou a retirada dos corpos no final da tarde desta segunda (29). No entanto, na manhã desta terça, nem todos haviam sido retirados devido à alta temperatura que permanecia numa unidade onde presos morreram asfixiados.

Veja a lista das 57 vítimas do confronto:

Adriano Moreira de Lima

Bruno Whesley de Assis Lima

Carlos Reis Araujo

Deiwson Mendes Correa

Deusivan da Silva Soares

Efrain Mota Ferreira

Eliesioda Silva Sousa

Ismael Souza Veiga

Jelvane de Sousa Lima

João Pedro Pereira dos Santos

Josivan Irineu Gomes

Nathan Nael Furtado

Natanael Silva do Nascimento

Rivaldo Lobo dos Santos

Evair Oliveira Brito

Gilmar Pereira de Sousa

Admilson Bezerra dos Santos

Ailton Saraiva Paixão

Alan Kart G. Rodrigues

Alan Patrick dos Santos Pereira

lessandro Silva Lima

Amilton Oliveira Camera

Anderson dos Santos Oliveira

Anderson Nascimento Sousa

André Carlos Sousa Patrício

Bruno Rogério Andrade

Cleomar Silva Henrique

Clevacio Soares Queiroz

Diego Aguiar Figueiredo

Diego Walison Sousa Reis

Diogo Xavier da Silva

Domingos Fernandes Castro da Silva

Douglas Gonçalves Viana

Edson Costa de Macedo

Delimarques Teixeira Pontes

Francisco Claudizio da Silva Ferreira

Geidson da Silva Monteiro

Hugo Vinicius Carvalho

itamar Anselmo Pinheiro

Jeová Assunção da Silva

João Nilson Felicidade Farias

José Brandão Barbosa Filho

José Francisco Gomes Filho

Josivan Jesus Lima

Josicley Barth Portugal

Josué Ferreira da Silva

Junior da Silva Santos

Kawe Reis Barbosa

Lleonardo Dias Oliveira

Luilson da Silva Sena

Marcos Saboia de Lima

Renan da Silva Souza

Rogerio Pereira de Souza

Sandro Alves Gonçalves

Valdecio Santos Viana

Vanildo de Souza Guedes

Wesley Marques Bezerra

'Presídio em condições péssimas'

Este é um dos maiores massacres em presídios desde o ocorrido no Carandiru, em 1992. Na época, 111 detentos foram mortos na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. Em maio deste ano, 55 presos foram mortos em dois dias de conflitos em cadeias do Amazonas.

Após o confronto de Altamira desta segunda, o governo do Pará determinou a transferência imediata de 46 presos, incluindo 16 identificados como líderes das facções criminosas. Dez deles irão para o regime federal. Os demais detentos serão redistribuídos por presídios do estado.

Em julho deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) fez uma inspeção no Centro de Recuperação de Altamira e identificou que o presídio está superlotado e em condições "péssimas".

Segundo o CNJ, a unidade tem capacidade para 163 presos (o governo do Pará fala em capacidade para 200 presos), mas abrigava, até esta segunda, 343 detentos em regime fechado.

Governador fala em 'situação precária'

Em um vídeo postado nas redes sociais na segunda-feira, o governador do Pará, Helder Barbalho, classificou o massacre como "carnificina lamentável". De acordo com o governador, o atentado é reflexo da situação precária do sistema carcerário do estado.

"Gostaria de lamentar este episódio horroroso ocorrido no presídio em Altamira na manhã de hoje. Vamos prosseguir para resgatar a nossa estrutura carcerária, que lamentavelmente se encontra em situação precária. Queremos garantir que a população paraense tenha paz", declarou Barbalho.

A Anistia Internacional também se pronunciou sobre o massacre em Altamira. De acordo com a nota, as mortes no Pará foram "reflexo de um sistema carcerário superlotado e modelo de segurança pública esgotado". A Anistia também disse que vem alertando sobre os problemas relacionados à ampliação da população carcerária no Brasil nos últimos anos.

Comente esta notícia