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Cuiabá, 04 de Junho de 2026
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02 de Junho de 2014, 08h:49 - A | A

JUDICIÁRIO / “FALÊNCIA”

Transportadora Campeoni entra em recuperação judicial

Transportadora soma dívidas de R$ 9 milhões. Com dificuldade financeira, empresa entrou com pedido de recuperação judicial para regularizar a situação e continuar no mercado.

DA REDAÇÃO



A juíza Anglizey  Solivan de Oliveira, da 4º Vara Cívil, de Várzea Grande,  acatou o pedido de Recuperação Judicial ingressado pela Transportadora Campeoni LTDA – ME, que tem uma dívida de pelo menos R$ 9 milhões. A magistrada ordenou a suspensão de todas as ações ou execuções contra a empresa e nomeou o advogado Ricardo Ferreira de Andrade, como administrador judicial.

De acordo com o advogado da Transportadora Campeoni, Marco Aurélio Medeiros, sócio do escritório Lock & Medeiros Advogados, especialista em Recuperação Judicial, em 2011 a empresa resolveu tomar novos financiamentos para aquisições de novos implementos rodoviários e modernização e aumento na capacidade de vendas, a fim de atender os novos contratos de transportes e também na distribuição destes produtos. “As inovações necessitaram de recursos financeiros, mas ocorreu que nos últimos 2 anos a empresa enfrentou grandes impactos de aumentos de custos operacionais, como concorrências, diminuições de margens de lucros, carga tributária e juros bancários”, explicou o advogado.

A defesa alega ainda que, mesmo trabalhando e acreditando numa melhora, o Grupo em momento algum tomou decisões de parar ou suspender as operações, devido à vasta experiência no ramo de transportes e comércio de peças em geral. “Mas nos últimos meses a empresa se viu impossibilitada de continuarem honrando com as instituições financeiras, buscando então a recuperação judicial para continuar no mercado, sabendo que o negócio é lucrativo” disse Marco Aurélio.

Como a empresa perdeu a capacidade de pagar suas dívidas e, para evitar a falência, o advogado entrou com o pedido de recuperação judicial. "É um meio para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, se recupere financeiramente, sem precisar fechar. Mantém sua produção, o emprego dos trabalhadores e o interesses dos credores", explicou o advogado especialista na área, Marco Medeiros. 

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