Cuiabá, 10 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
10 de Setembro de 2026

18 de Agosto de 2016, 17h:16 - A | A

JUDICIÁRIO / POR UNANIMIDADE

STJ nega liberdade a Silval Barbosa; defesa vai recorrer ao STF

Em resposta ao argumento da defesa de que o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) seria inconstitucional e, portanto, suas investigações não teriam validade, ministros afirmaram que o caso deve ser discutido por meio de Adin.

Repórter MT

Silval sofreu mais uma derrota judicial nesta tarde.

Silval sofreu mais uma derrota judicial nesta tarde.

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Em decisão unânime, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) que questionava a validade constitucional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), mecanismo criado no governo de Pedro Taques (PSDB) para “rastrear” dinheiro desviado ou adquirido de forma fraudulenta pelas vias estatais e trazê-lo de volta aos cofres públicos.  

Em seu pedido, a defesa de Silval argumentou que “o referido comitê é formal e materialmente inconstitucional, a uma porque criado por meio de Decreto, quando deveria ter sido instituído por lei, a duas porque sua criação ofenderia garantias constitucionais (princípios do promotor natural e da separação de Poderes)”.

No entanto, houve consenso entre os ministros no sentido de que a constitucionalidade do Cira não deveria ser discutida em um pedido de habeas corpus, mas sim e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). De acordo com o advogado Valber Melo, que faz a defesa de Silval Barbosa, o requerimento agora será levado até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Silval Barbosa está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde o dia 17 de setembro do ano passado, em decorrência da operação Sodoma 1, que apura fraudes em incentivos fiscais a empresas por meio do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial). Tal prisão já havia sido revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ex-governador continuou preso por conta da segunda fase da operação, onde ele é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ser o líder de um esquema de cobrança de propinas e lavagem de dinheiro extorquido de empresários que mantinham contratos com o Estado. 

Comente esta notícia