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09 de Outubro de 2014, 06h:23 - A | A

JUDICIÁRIO / LAVAGEM DE DINHEIRO

Schnneider interroga testemunhas de defesa de Eder Moraes

A fase destinada às oitivas das testemunhas de defesa da Ararath já havia sido realizada, mas com o andamento do processo após os depoimentos dos réus novas testemunhas podem ter sido arroladas ou as mesmas chamadas novamente.

RpMT/reprodução

Eder é acusado de comandar esquema de lavagem de dinheiro

Eder é acusado de comandar esquema de lavagem de dinheiro

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Será realizada nesta quinta-feira (9) uma nova audiência na Justiça Federal, do processo da Ararath para ouvir quatro testemunhas do ex-secretário de Estado, Eder Moraes, investigado por comandar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, que teria onerado os cofres públicos em mais de R$ 500 milhões, durante dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB).

A fase destinada às oitivas das testemunhas de defesa da Ararath já havia sido realizada, mas com o andamento do processo após os depoimentos de Eder Moraes, sua esposa Laura Dias e o superintendente regional do Bic Banco Luiz Carlos Cuziol, que respondem como réus novas testemunhas de Eder podem ter sido arroladas ou chamadas novamente, não é possível confirmar porque o processo corre em segredo de Justiça.

A audiência será realizada a partir das 13h30 . As testemunhas serão interrogadas pelo juiz federal Jeferson Schnneider, que na sexta-feira (10) também irá ouvir novamente Eder Moraes e o ex- secretário adjunto do Tesouro Vivaldo Lopes, que também responde por lavagem de dinheiro, mas conseguiu desmembrar seu processo dos demais réus da Ararath.

O SISTEMA

Segundo o agiota, e do dono da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo, Gércio Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, que hoje é delator do processo da Ararath, disse em seu depoimento,  Eder era o gerente de um ‘sistema’, que usava uma conta de sua a rede de combustíveis, além de empréstimos junto à sua factoring para beneficiar terceiros indicados a mando de Eder Moraes.

O ex-secretário do Estado ficou preso por 81 dias e responde seu processo em liberdade desde o início de agosto, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Eder porém, segue algumas restrições como se ausentar de sua residência das 22h às 6h e sair de casa nos finais de semana. Também fica vetado ao réu viajar sem autorização judicial e de manter contado com os demais investigados da Ararath.

 

 

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