DA REDAÇÃO
O advogado Valber Melo, disse, em entrevista ao jornal A Gazeta, que o inquérito contra o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em decorrência da Operação Ararath deve continuar tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o defensor, como o senador Blairo Maggi (PR) é citado na mesma ação é possível que o processo não seja desmembrado por conta da perda de foro de Silval.
Melo explica que, ao contrário da Justiça Estadual, que remete para instâncias inferiores, automaticamente, processos em que os acusados perdem o foro, o mesmo não se dá no STF, sendo necessário um pedido. No entanto, em decisões recentes da Corte em casos semelhantes, os ministros negaram o desmembramento.
Silval e Maggi tiveram os nomes citados pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, delator do esquema. Além disso, em depoimento prestado ao Ministério Público Estadual (MPE), o ex-secretário Eder Moraes detalhou episódios em que valores supostamente superfaturados de precatórios retornavam para Blairo e Silval.
Neste fim de semana, a revista Época divulgou trechos de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. Em duas delas, Silval conversa, em separado, com o ministro do STF, Gilmar Mendes, e na sequência, após 30 minutos, com o ministro da Justiça, José Eduardo Carozo.
A interceptação foi feita no telefone de Silval que é investigado pela PF na Operação Ararath. As duas conversas aconteceram em maio do ano passado, quando Silval acabou sendo preso por agentes federais ao ter a casa revistada.
No apartamento, a PF encontrou uma arma com registro vencido. Esse foi o motivo da prisão de Silval. Levado para a Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá, o ex-governador pagou R$ 100 mil em fiança para ser liberado da prisão. Segundo Silval, uma procuradora da República queria que a fiança fosse no valor de R$ 300 mil.
Ouça abaixo, as duas conversas que Silval teve com Gilmar Mendes e outra com o ministro da Justiça.


















