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16 de Junho de 2015, 11h:43 - A | A

JUDICIÁRIO / GESTÃO 2014

Mesmo com parecer contrário, TCE aprova conta anual de Silval por unanimidade

Tribunal de Contas tem um prazo de até 60 dias para enviar os relatórios para apreciação da Assembleia Legislativa que tem a prerrogativa constitucional de julgar em definitivo as contas do ex-governador

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Sob a relatoria do conselheiro Antônio Joaquim, a análise técnica garante que o ex- governador Silval Barbosa cumpriu as obrigações constitucionais, legais, fiscais, orçamentárias

Sob a relatoria do conselheiro Antônio Joaquim, a análise técnica garante que o ex- governador Silval Barbosa cumpriu as obrigações constitucionais, legais, fiscais, orçamentárias

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Mesmo após o Ministério Público de Contas (MPC) emitir, na sessão plenária desta terça-feira (16), parecer contrário à aprovação do balanço anual  do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o pleno do Tribunal de Contas (TCE- MT) concedeu, por unanimidade, parecer prévio favorável à gestão passada.  Agora, em um prazo de até 60 dias, os relatórios seguem para apreciação da Assembleia Legislativa (ALMT) que tem a prerrogativa constitucional de referendar a decisão dos conselheiros.

Os relatórios seguem para apreciação da Assembleia Legislativa (ALMT) que tem a prerrogativa constitucional de referendar a decisão dos conselheiros

No relatório o MP destaca que o Estado realizou suplementação orçamentária no valor de R$ 4,7 bilhões, depois que a ALMT aprovou um limite de até R$ 5 bilhões, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). “Os deputados precisam se valorizar e não ceder desta forma dando um cheque em branco ao gestor. Sendo assim, o governo agiu dentro da Lei, por isso não implica em crime”, disse o relator Antônio Joaquim em resposta ao MP.

Em 2014 o governo deu calote de R$ 14,4 mil, para o MP caracteriza enriquecimento ilícito do Estado, além da insuficiência financeira nos restos a pagar na ordem de R$ 217 milhões.

Também foram citados a adoção da dívida ativa que atingiu nível histórico de R$ 16,5 bi, crescimento de 35% em um ano. Em 2014 o governo deu calote de R$ 14,4 mil, para o MP caracteriza enriquecimento ilícito do Estado, além da insuficiência financeira nos restos a pagar na ordem de R$ 217 milhões.

“Orientei o ex-governador e quero orientar este governo sobre a preocupação com a dívida ativa. Sou contrário a qualquer tipo de endividamento. A Copa do Mundo, por exemplo, foi uma bobagem e não um bem para Mato Grosso gerando muitas dívidas”, disse conselheiro Valter Albano.

Sob a relatoria do conselheiro Antônio Joaquim, a análise técnica garante que o ex- governador Silval Barbosa cumpriu as obrigações constitucionais, legais, fiscais, orçamentárias e programáticas em 2014. Os dados apontam que no ano passado o governo Silval investiu 27,69% em educação e 13,26% em saúde números maiores que os percentuais mínimos determinados pela constituição.

 

Recomendações

O TCE recomenda ainda que o estado regularize as falhas técnicas, contábeis e orçamentárias. Tome o devido cuidado com vícios em licitações, fraudes e aprimore procedimentos administrativos e condução de políticas públicas. Destaca-se ainda que a apreciação de Contas de Governo não pode se confundir com o julgamento feito pelo TCE das Contas Anuais de Gestão dos administradores e demais responsáveis por unidades que ordenam despesas - a exemplo das Secretarias de Estado ou mesmo prefeitos que avocam para si essa função. O relator pediu ainda o encaminhamento de dados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) referente aos gastos com comunicação em período de campanha eleitoral.

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Medeiros 17/06/2015

Talvez isso justifica, 90% das empresas mais influentes no País estarem em recuperação judicial. #corrupção e panos quentes.

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wagner 16/06/2015

ia comentar, mas, sem comentários..

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