DA REDAÇÃO
Jean Sacarmagnani, marido da procuradora da república Vanessa Zago Sacarmagnani, é dono de uma empresa de factoring. A procuradora é uma das que atuam nas investigações da Operação Ararath, que investigam empresas, como de factoring, que trabalham com empréstimos de dinheiro em espécie sem o conhecimento do Banco Central.
Sobre essa situação, o Ministério Público Federal se posicionou por meio de nota. Confira abaixo:
A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal no caso que ficou conhecido como Operação Ararath não tem o objetivo de investigar o funcionamento de factoring, mas de qualquer empresa que atuasse como se instituição financeira fosse concedendo empréstimos no mercado sem autorização do Banco Central.
O foco da investigação nunca esteve ligado à atividade de fomento, até porque é autorizada pela legislação. Ao Ministério Público Federal não é dada a opção de escolher quem e quando investigar, sendo a sua missão constitucional atuar em todo e qualquer fato criminal que chegue ao seu conhecimento.
Na Operação Ararath, além de factorings já foram identificadas outros tipos de empresas concedentes de empréstimos sem autorização do Banco Central, como distribuidoras de alimentos, distribuidoras de combustíveis e securitizadoras.
Não há, nesse sentido, nenhuma suspeição ou impedimento de nenhum membro que integra a força tarefa do Ministério Público Federal cuja operação não mirou nenhuma atividade econômica específica, mas apenas aquelas empresas que agiam, à margem da lei, sob qualquer forma societária ou objeto social, concedendo empréstimos sem autorização do Banco Central.
Em visita a Cuiabá, na semana passada, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a atuação das procuradoras na Operação Ararath. Janot respondeu: “quero deixar claro que não tenho nenhum reparo a ser feito sobre atuação das procuradoras até hoje. É normal que réus investigados e alvos tentem denegrir a imagem de quem os acusa. Isso é técnica de defesa. Enquanto procurador-geral, chefe do Ministério Público Federal e do Ministério Público da União não tenho um grama a dizer de trabalho negativo que tenha sido feito", disse.
A operação Araraht que já se encontra na quinta fase tem como principal protagonista o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior, Mendonça, que é dono de Factoring e Postos de Combustíveis. Delator do esquema, ele citou o ex-secretário Eder Moraes como o ‘operador financeiro’ do suposto esquema.
O ex-secretário foi apontado foi apontado como a pessoa que intermediaria os empréstimos para autoridades públicas como o governador Silval Barbosa e o senador Blairo Maggi.
Na quinta fase da operação Ararath, também foi preso o deputado estadual José Geraldo Riva (PSD), que conseguiu ser libertado dois dias após a prisão. A casa dele e o gabinete na Assembleia foram alvos da PF.
Outros alvos de busca e apreensão da PF: o gabinete e a casa do conselheiro do TCE, Sérgio Ricardo; casa do prefeito Mauro Mendes (PSB), e prefeitura de Cuiabá; casa do ex-conselheiro do TCE, Alencar Soares;










Dagoberto 17/07/2014
Essa moça arquiteta uma ação monstruosa para desbaratinar operações financeiras clandestinas em Mato Grosso, pede prisões do Riva e de Eder, e agora revela-se que ela é esposa de um AGIOTA, operador financeiro clandestino... Está faltando pessoas sérias para trabalhar no Ministério Público, ou as pessoas que tem lá estão a trabalho para alguém?
Patricia Guiller 16/07/2014
Que legal né .... todo mundo com os segredinhos ........
2 comentários