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31 de Outubro de 2026

25 de Março de 2015, 09h:05 - A | A

JUDICIÁRIO / CASO DOS MAQUINÁRIOS

Licitação foi fraudada e ex-secretário de MT pediu propina, diz Pérsio

Ao todo, serão 68 testemunhas de defesa, convocadas pelos advogados dos 13 réus no processo. As audiências deverão ser realizadas até o dia 27 deste mês.

Divulgação

A suspeita de fraude veio à tona nos primeiros meses de 2010, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), hoje senador da República

A suspeita de fraude veio à tona nos primeiros meses de 2010, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), hoje senador da República

DA REDAÇÃO



O empresário Pérsio Briante, dono da Extra Caminhões, prestou depoimento na audiência de Instrução e Julgamento do caso dos Maquinários, no Fórum Criminal de Cuiabá, nesta terça-feira (24). Ele é testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público do Estado. A princípio, Pérsio teria sido arrolado como delator, mas como ele não confessou nenhum crime, passou a ser testemunha.

Ao todo, serão 68 testemunhas de defesa, convocadas pelos advogados dos 13 réus no processo. As audiências deverão ser realizadas até o dia 27 deste mês. 

De acordo com reportagem publicada pelo site G1/MT, Briante negou que as máquinas que vendeu ao estado estivessem superfaturadas. E disse que concordou em em participar da licitação fraudulenta para não perder a venda. "Eu me sujeitei a deixar rolar e vender. Como que eu ia perder uma dessa?", disse. O empresário negou que estivesse disposto a pagar os 10% de propina, mas afirmou que deu a entender que iria.

Ainda segundo a reportagem, questionado pela juíza Selma Rosane Santos Arruda se enganou o então secretário Marchetti, Briante respondeu que sim. "Enganar o Vilceu era uma alegria para todos nós", declarou.

CASO DOS MAQUINÁRIOS

A suspeita de fraude veio à tona nos primeiros meses de 2010, ainda na gestão do então governador Blairo Maggi (PR), hoje senador da República. Na época, o governo comprou mais de 700 máquinas para serem distribuídas para as prefeituras do interior. Segundo um levantamento feito pela Auditoria-Geral do Estado, houve um superfaturamento na ordem de R$ 44 milhões.

Blairo Maggi (PR) e Eder Moraes, na época secretário de Fazenda, foram absolvidos do caso. 

Veja reportagem da TV Centro América mostrada nesta terça-feira (24) no MTTV Segunda Edição 

 

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