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Eder havia solicitado a revogação da decisão de desmembramento do processo de Vivaldo, alegando que a ação iria prejudicá-lo
MARCIA MATOS
DA JUSTIÇA FEDERAL
Teve início na tarde desta quinta-feira (07), na sede da Justiça Federal, em Cuiabá, a primeira audiência de interrogatório do principal réu do processo, proveniente da Operação Ararath, o ex-secretário de Fazenda do Estado,Eder Moraes.
Antes mesmo da audiência Eder recebeu da Justiça a amarga decisão do juiz federal Jeferson Schnnneider, de que o processo do ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes, até então réu na ação de Eder, seguirá agora de forma desmembrada.
Eder havia solicitado a revogação da decisão de desmembramento do processo de Vivaldo, alegando que a ação iria prejudicá-lo, mas o pedido foi negado pelo juiz.
Na mesma decisão Schneider também negou a Eder o pedido para que as audiências de interrogatório,que ocorrem nesta quinta e sexta-feira (08) fossem suspensas, além disso, também não foi permito que Eder, recebesse no Centro de Custódia de Cuiabá, onde está preso desde o dia 23 de julho cópia do processo ao qual responde.
Na audiência desta quinta-feira Eder será interrogado pelo juiz Jeferson Scnneider e também pode receber perguntas dos advogados dos demais réus do processo, que são sua esposa Laura Dias, o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol e Vivaldo Lopes que até a decisão deferida na noite desta quarta-feira respondia em conjunto. Porém, mesmo diante dos questionamentos Eder tem o direito de permanecer caladoPara evitar a imprensa os advogados Paulo e Fábio Lessa, que fazem a defesa do réu chegaram ao local às 11:30h.
Eder chegou por volta de 13h, acompanhado de agentes da Polícia Federal, trajando um terno de cor escura e levando uma pasta na mão, Eder foi rápido ao saltar da viatura e adentrar pelo acesso restrito da sede da Justiça, evitando os jornalistas que tentavam conseguir uma imagem sua.
Nesta sexta-feira (8) o interrogatório de Eder deve continuar e só após finalizar a oitiva o juiz deve anunciar a data em que os demais réus serão ouvidos.
A expectativa agora é sobre quais revelações o homem de confiança dos governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), ainda pode fazer.

















