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20 de Março de 2015, 19h:02 - A | A

JUDICIÁRIO / ESQUEMA DA ARARATH

Juiz manda usar força coercitiva para ouvir ex-procurador geral de Maggi

João Virgilio não compareceu à audiência nessa quinta-feira e agora não poderá faltar à próxima

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Procurador João Virgilio foi intimado como testemunha em processo que trata de precatórios

Procurador João Virgilio foi intimado como testemunha em processo que trata de precatórios

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O juiz Jefferson Schineider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, autorizou o uso de “condução coercitiva” para garantir o depoimento do ex-procurador do Estado, João Virgilio Nascimento Sobrinho, que, no governo de Blairo Maggi (PR), foi procurador-chefe de Mato Grosso.

O juiz autorizou ainda reforço da Polícia Federal ao oficial de justiça, caso seja necessário.

João Virgilio havia sido intimado a depor nessa quinta-feira (19), como testemunha de defesa de Éder, em uma das ações desencadeadas pelas investigações da Operação Ararath, que trata de esquema com precatórios.

A Ararath investiga crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro.

Precatórios são títulos judiciais emitidos para o pagamento de dívidas do Estado com terceiros. Como o Estado tem acúmulo dessas pendências a quitar, o esquema irregular poderia servir para garantir ao menos algum pagamento mais rapidamente possível, desrespeitando a fila de devedores, ou seja, passando na frente de outros.

O réu central desta ação é o ex-secretário de Fazenda Éder Moraes, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). Neste processo, ele responde por crime de lavagem de dinheiro. Moraes, que é acusado de receber propina, para garantir o pagamento de precatórios, de valores vultuosos, compareceu à audiência de instrução do caso, que não acabou não acontecendo.

A audiência foi remarcada para a próxima quinta-feira (26).

O juiz também pediu para intimar devidamente uma outra testemunha que também não compareceu, o ex-secretário de Estado de Administração, Edmilson José Santos. Ele não havia sido convocado oficialmente.

Devido às ausências, o juiz encerrou a audiência, mas explicitou que os depoimentos dessas testemunhas são importantes para o esclarecimento do esquema.

O RepórterMT teve acesso ata no final da tarde desta sexta-feira e, até o fechamento desta matéria, não conseguiu encontrar o ex-procurador geral, João Virgilio, para saber o motivo da ausência dele.

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