DA REDAÇÃO
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) ofereceu, na última sexta-feira (29), aditamento da denúncia relacionada à Operação Rêmora. Foram incluídos no rol de denunciados o ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho (PSDB) e Juliano Jorge Haddad, membro da comissão de licitação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na época dos fatos apurados.
Até o momento, 24 pessoas já foram denunciadas por envolvimento no esquema de fraude em contratos administrativos relativos à obras de construção e reforma de escola estaduais. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), as fraudes se davam por meio de cobrança de propina dos empresários interessados em participar dos certames.
Até o momento, 24 pessoas já foram denunciadas por envolvimento no esquema de fraude em contratos administrativos relativos à obras de construção e reforma de escola estaduais.
Entre os pontos acrescentados à denúncia, para demonstrar a participação do ex-secretário Permínio Pinto no esquema, está o fato dele ter participado de uma reunião com o núcleo de servidores integrantes da organização criminosa no edifício Avant Garden Business, no bairro Santa Rosa, em agosto do ano passado. Depoimentos e interceptações telefônicas colhidos pelo Gaeco também revelam o envolvimento do ex-gestor.
De acordo com as investigações, o escritório “visitado” pelo ex-secretário funcionava como a sede da sociedade secreta, o que foi chamado pelo MPE de "quartel general", onde o centro de comando da organização estaria instalado. “Era o local físico onde os objetivos e planos de ação do grupo criminoso eram traçados, onde as eventuais intempéries surgidas eram resolvidas”, revelou o Gaeco.
Em relação ao denunciado Juliano Jorge Haddad, o documento da denúncia afirma que ele foi contratado a título precário pela Seduc para ocupar lugar na Comissão Permanente de Licitação da pasta. Isso ocorreu, segundo o MPE, logo após a reunião ocorrida em outubro de 2015, em que os empreiteiros sortearam as licitações da Secretaria entre si mediante pagamento de propina.
Também foi constatado vínculo de parentesco do acusado Juliano Haddad com os líderes do núcleo de agentes públicos denunciados. “Em atendimento ao princípio da indisponibilidade da ação penal, sua inclusão no rol de réus se faz necessária”, sustenta o Gaeco.
















