MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado e principal investigado no processo originário da Operação Ararath, Eder Moraes, declarou em entrevista ao programa de rádio Chamada geral, na manhã desta terça-feira (24), que não fez nenhuma transação financeira irregular com o agiota Júnior Mendonça e ressaltou que, a base de acusação da Operação Ararath seria mentirosa, já que ele não teria usado nenhum banco ‘pirata’, somente a factoring do agiota.
“Eu nunca operei clandestinamente como estou sendo acusado. As operações feitas com Júnior Mendonça foram feitas na Globo Fomento, uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central a funcionar, com CNPJ ativo e com gestão do seu Gerson Marcelino Mendonça”, disparou.
“As operações que foram feitas com o Eder são privadas, particulares, não existe no universo jurídico operações com o governo do Estado, existem operações com pessoas físicas, ou jurídicas. Se estão irregulares, ou não, o crime é do gestor da instituição financeira".
Eder sustenta que apesar das investigações mostrarem que as operações de crédito eram movimentadas através de uma conta bancária da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo, de Júnior Mendonça, mas que ele teria intermediado a abertura, ele não teria emprestado dinheiro da rede e sim da factoring, portanto a acusação da Ararath não seria condizente.
“Qual que é o sentido da Ararath? Que havia um banco pirata. Qual é o banco pirata que a Ararath fala? Ou que os promotores acusam? A Amazônia Petróleo porque era uma empresa de postos de combustíveis operando como instituição financeira. Mentira. Pelo menos para quem está tomando recurso. Eu não tomei recurso, eu não fiz operação de crédito com Amazônia Petróleo. Eu fiz com a Globo Fomento. Isso está muito claro. Ah, mas foi passado cheques da Amazônia Petróleo. Isso é problema do dono da factoring, problema do gestor da instituição financeira”, argumentou.
"Por que não se coloca publicamente como eram as transações de combustível com a Assembleia? Por que não se coloca publicamente como eram as transações de combustíveis com o Tribunal de Contas do Estado?"
O réu da Ararath ainda defendeu que dentro do sistema nacional financeiro, qualquer movimentação financeira atípica, ou denúncia de irregularidade de uma instituição é de responsabilidade de seu gestor, que deve comunicar a mesma e se não o fez seria conveniente a ele.
Eder sustentou que não cabe a ele a responsabilidade sobre qualquer irregularidade e afirmou que todas as transações seriam legais e pessoais, já que seriam feitas em nome da empresa de propriedade de sua esposa Laura Dias e, portanto sem qualquer vínculo com o governo do Estado.
“As operações que foram feitas com o Eder são privadas, particulares, não existe no universo jurídico operações com o governo do Estado de Mato Grosso, existem operações com pessoas físicas, ou jurídicas. Se estão irregulares, ou não, o crime é do gestor da instituição financeira. Então não adianta querer transferir a responsabilidade dentro de um processo. Eu fiz uma operação declarada no imposto de renda”, declarou.
Dizendo ser injustiçado, disse que Júnior Mendonça teria outras transações que deveriam ser investigadas e sugeriu que havia irregularidades na relação comercial entre os postos de combustível do agiota e os poderes do Legislativo e de Contas.
“Por que não se levantou com quem o Júnior operou nos últimos dez anos? Por que não coloca público qual são as pessoas que operaram e as empresas que operaram com ele? Por que não se coloca publicamente como eram as transações de combustível com a Assembleia? Por que não se coloca publicamente como eram as transações de combustíveis com o Tribunal de Contas do Estado relativamente às empresas de combustíveis do 'seo' Júnior Mendonça? Tem muita coisa atrás do morro que ninguém fala porque é melhor você focar num sentido só e desprezar o que é obvio para a sociedade”, frisou.
O OUTRO LADO
Ao RepórterMT, a assessoria de imprensa da Assembleia afirmou que as declarações de Eder Moraes se referiam às gestões passadas e que a atual Mesa Diretora, começou a gerir a Casa há 30 dias, portanto não responde pelas ações passadas.



















CONFIO NO EDER 25/02/2015
PARABENS EDER MORAES, VC TEM RAZAO ESSA INVESTIGAÇÃO AINDA VAI PRODUZIR EFEITOS DANOSOS AO MPF, NAO TENHO DUVIDA , PORQUE NAO TOMARAM OS CUIDADOS ADEQUADOS E AGORA TENTAM IMPOR ALGO QUE NAO HOUVE , PARA SALVAR A PELE DELES.
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