MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado, Éder Moraes, e o ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes, serão interrogados nesta sexta-feira (10) pelo juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider.
Na audiência, em que participarão ao mesmo tempo, eles vão responder aos questionamentos do magistrado a respeito do processo de lavagem de dinheiro que havia sido desmembrado do processo da Ararath, porque aguardava a realização de uma perícia, à qual o laudo já foi juntado aos autos.
Os acusados devem responder sobre as transações financeiras feitas entre eles e o agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, hoje delator do processo.
Eder responde por ter comandado o esquema que teria lesado os cofres públicos em mais de R$ 500 milhões durante os governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB). Vivaldo é acusado de crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos ou valores.
O advogado Ulisses Rabaneda, que faz a defesa de Vivaldo Lopes, afirma estar confiante e que irá conseguir provar a inocência de seu cliente e espera que o processo esteja julgado até o fim deste ano.
VIVALDO NA ARARATH
Vivaldo, que foi adjunto de Moraes na Secretaria de Fazenda, tem sua participação no esquema investigado de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, apontada a partir de transferências bancárias para conta de sua empresa, feitas pelo agiota, Gércio Marcelino Mendonça Júnior, que seria o ‘testa de ferro’ de Eder no ‘sistema’ que usava várias movimentações financeiras para dificultar o rastreamento dos recursos.
As transferências feitas por Júnior Mendonça, hoje delator do processo, para a empresa Brisa Consultoria de janeiro a março de 2010 somam R$ 520 mil.
Em fevereiro de 2014, a Brisa Consultoria foi alvo de busca e apreensão da quarta fase da Operação Ararath, quando apreenderam documentos que interligavam transações entre a empresa, Vivaldo, Eder Moraes e o time de futebol, então presidido por Eder, o Mixto Esporte Clube.
O PROCESSO
Também são réus no processo da Ararath Laura Dias, que é esposa de Eder e também teve sua empresa envolvida e o superintendente regional do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, assim como Eder eles já foram ouvidos pelo juiz Jeferson Schneider. O processo investiga 21 pessoas, entre elas o governador Silval e o senador e ex-governador Blairo Maggi. Todas as testemunhas já foram ouvidas e com a audiência de Vivaldo o caso caminha para a fase final do julgamento.


















