MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Irão depor na tarde desta quinta-feira (19), na sede da Justiça Federal, o ex-secretário de Estado Eder Moraes, atualmente, principal réu do processo originado pela Operação Ararath e sua testemunha de defesa, Kharina Nogueira, ex-mulher do delator do processo, o agiota Gércio Marcelino Júnior Mendonça.
A audiência em questão, que trata do processo em que Eder é acusado de ter liberado o pagamento irregular de um precatório de R$ 20 milhões à Construtora de José Geraldo de Sabóia Campos, pode ter surpresas, já que Eder vem afirmando que irá derrubar todas as acusações contra ele.
As alegações do principal réu da Ararath são de que a responsabilidade sobre o pagamento dos precatórios não seria da Secretaria de Fazenda, a qual comandava à época, e sim da Secretaria de Infraestrutura, que era comandada por Vilceu Marchetti, assassinado em 2014.
Na última semana, o delator do processo, o agiota e dono da rede de postos de combustíveis, Júnior Mendonça, depôs contra Eder, alegando que sua única ligação com o suposto esquema entre Eder e a Sabóia Construtora teria sido buscar o pagamento de R$ 2 milhões a pedido do ex-secretário.
A ex-mulher do delator, Kharina Nogueira, afirma que seu depoimento pode mudar o rumo das investigações e até mesmo derrubar a delação premiada do agiota, que segundo ela estaria mentindo e omitindo fatos.
MAIS DE 100 ANOS DE PRISÃO
Com o processo que responde criminalmente ao lado de Sabóia, Eder é acusado de crimes financeiros, soma quatro processos nos quais figura como réu. Só por conta de um deles, sua eventual pena máxima poderia chegar a 183 anos de prisão.



















Juju 19/03/2015
Fica fácil acusar um morto.
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