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14 de Agosto de 2014, 13h:57 - A | A

JUDICIÁRIO / BOCA FECHADA

Eder chega sozinho para audiência e se nega a falar com a imprensa até o fim dos interrogatórios da Justiça

Esta foi a primeira aparição de Eder em público desde que foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de maio, quando foi deflagrada a quinta fase a Operação Ararath.

RepórterMT

Cercado pelos jornalistas Eder disse apenas que em respeito à Justiça Federal não irá se pronunciar até o fim dos depoimentos.

Cercado pelos jornalistas Eder disse apenas que em respeito à Justiça Federal não irá se pronunciar até o fim dos depoimentos.

MARCIA MATOS
DA JUSTIÇA FEDERAL



Principal réu no processo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, o ex- secretário de Estado, Eder Moraes, que saiu da prisão no último sábado (9), chegou sozinho, para seu terceiro depoimento na sede da Justiça Federal, e não quis falar com a imprensa.

Cercado pelos jornalistas, Eder disse apenas que em respeito à Justiça Federal não irá se pronunciar até o fim dos depoimentos.

Esta foi a primeira aparição de Eder em público desde que foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de maio, quando foi deflagrada a quinta fase a Operação Ararath.

Nesta quinta-feira(14), o ex-secretário é interrogado pela terceira  pelo juiz federal Jeferson Schnneider, que pretende saber detalhes das transações financeiras que seriam feitas entre Eder e o agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, hoje delator do processo. 

Nesta quinta, o advogado Paulo Lessa, que representou a defesa de Eder desde que ele foi preso, reclamou à imprensa que pode deixar a causa do investigado porque o mesmo teria 'sumido' e não teria pago seus honorários. Lessa não compareceu à terceira audiência de Eder.

Representando a defesa de Eder o advogadocriminalista Ronan de Oliveira, que seria amoigo pessoal do ex-secretário, chegou por volta das 13h à sede da Justiça Federal, em Cuiabá e frisou que por enquanto Eder não "sente o desejo de falar", mas deve se manifestar logo após o fim dos interrogatórios.

Por enquanto, a previsão é que, caso não seja prorrogado o interrogatório desta quinta, a esposa de Eder, Laura Dias, também investigada no mesmo processo, seja ouvida pelo juiz federal nesta sexta-feira (15), assim como o outro réu, Luiz Carlos Cuzziol, superintendente do Bic Banco.

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