MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Após nove horas de interrogatório na sede da Justiça Federal, em Cuiabá, Eder Moares, principal réu na ação de investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro quebrou o silêncio perante a imprensa mato-grossense, nesta quinta-feira (14). Em sua primeira declaração pública desde o dia 20 de maio quando foi preso pela Polícia Federal o ex-secretário de Estado afirmou que está provando sua inocência.
"O que eu posso afirmar olhando nos olhos da sociedade é que o Eder Mores não cometeu nenhuma irregularidade"
"O que eu posso dizer à sociedade mato-grossense é que eu sou inocente, estou comprovando minha inocência, mas são questões bastante complexas e que não dá para explicar para vocês da imprensa ou para quem queira saber sobre o processo porque levaria horas. O que eu posso afirmar olhando nos olhos da sociedade é que o Eder Moraes não cometeu nenhuma irregularidade. Zero de irregularidade", declarou.
MEMÓRIAS DO CÁRCERE
Eder reclamou que teve seu nome denegrido e disse ter sofrido muito no período em que ficou preso.
"Foram dias muito difíceis. Passei fome, emagreci 14 quilos na Papuda [presídio em Brasília], suportei críticas de toda sorte, de todas as formas, sem nenhum conhecimento de causa de quem estava criticando. suportei tudo isso. Resignei e só vou falar sobre o processo após transitado e julgado", frisou.
Ainda segundo o ex-secretário, ele não se 'fechou' à imprensa. Ele relatou que quando os jornalistas foram ao Centro de Custódia de Cuiabá registrar o momento em que ele deixava a prisão, no último sábado (8), ele não deixou que fizessem porque ele não estava com um bom estado de espírito, estava magro e abatido.
"Sofri muito. A minha família sofreu muito. Mas são as surpresas da vida pública. Quem assume um cargo público tem que estar preparado para o ônus e para o bônus", argumentou.
Nesta quinta-feira(14), o ex-secretário foi interrogado pela terceira vez pelo pelo juiz federal Jeferson Schnneider, que pretendia saber detalhes das transações financeiras que seriam feitas entre Eder e o agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, hoje delator do processo.
MAU PAGADOR?
O advogado Paulo Lessa, que representou a defesa de Eder desde que ele foi preso, oficializou, nesta quinta-feira, o abandono do caso alegando que Eder teria 'sumido' e não teria pago seus honorários. O ex-secretário passa agora a ser representado pelo advogado criminalista Ronan de Oliveira.
Ao fim da audiência desta quinta-feira, Eder disse apenas que é amigo de Paulo Lessa e não quer comentar o fato.
De acordo com o réu, seus interrogatórios devem ter encerrado nesta audiência. Ele afirmou que pode acompanhar sua esposa, Laura Dias, que também é investigada, à audiência desta sexta-feira (15).



















eve 15/08/2014
Mais to com muita peninha. Voce roubou dinheiro público e nao pensou na populacao que tem fome.Por mim pode morre.
SERGIO 15/08/2014
PASSOU FOME, MAS COM CERTEZA JÁ RECUPEROU COMENDO MUITO CAVIAR DO ESTOQUE QUE MANTINHA COM O DINHEIRO DOS GOLPES
FABIANE 15/08/2014
Sínico, cara de pau, esses políticos são todos bandidos sem vergonha deviam juntar todos e jogar uma bomba em cima, cambada..não aguento mais.
jose roberto 15/08/2014
NOSSA QUE DÓ QUE TO DOCÊ!
Rafael 15/08/2014
Gente inocente não vai para cadeia rapaz, conversa fiada, na verdade os politicos de mato grosso são uma vergonha nacional,passou fome porque não quis comer a comida do presidio.
5 comentários