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Questionado ao advogado se Eder Moraes seria uma espécie de bode expiatório, ele disse que não saberia dizer porque não teria como afirmar essa situação
MARCIA MATOS
DA JUSTIÇA FEDERAL
Em quase sete horas de depoimento, Eder Moraes respondeu ao juiz federal Jeferson Schneider questionamentos relativos a 30 pontos da Operação Ararath, da tarde até o início da noite desta quinta-feira (7).
De acordo com o advogado dele, o defensor Paulo Lessa, Moraes está tranquilo e está passando segurança em seu depoimento, tanto que estaria conseguindo provar ao magistrado que não realizou nenhuma transação financeira ilícita e que também não tem ligações com Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, agiota e empresário do ramo de combustíveis, que hoje é delator do suposto esquema de lavagem de dinheiro público.
Lessa nega qualquer ligação de Moraes com Mendonça. Segundo Lessa, Júnior Mendonça em seu depoimento à Justiça mentiu sobre a participação de Eder Moraes. Perguntado ao advogado se Eder Moraes seria uma espécie de bode expiatório, ele disse que não saberia dizer porque não teria como afirmar essa situação.
Nesta sexta-feira (8), Eder continuará a dar depoimento ao juiz federal Jeferson Schneider, na Justiça Federal, às 13h30.
Antes mesmo da audiência, Eder recebeu da Justiça a amarga decisão do juiz Jeferson Schnnneider, de que o processo do ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes, até então réu na ação de Eder, seguirá agora de forma desmembrada.
Eder havia solicitado a revogação da decisão de desmembramento do processo de Vivaldo, alegando que a ação iria prejudicá-lo, mas o pedido foi negado pelo juiz.
Na mesma decisão Schneider também negou a Eder o pedido para que as audiências de interrogatório marcados para esta quinta-feira (07) e sexta-feira (08) fossem suspensas, além disso, também não foi permito que Eder, recebesse no Centro de Custódia de Cuiabá, onde está preso desde o dia 23 de julho cópia do processo ao qual responde.
Nas audiências Eder está sendo interrogado pelo juiz Jeferson Scnneider e também pode receber perguntas dos advogados dos demais réus do processo, que são sua esposa Laura Dias, o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol e Vivaldo Lopes que até a decisão deferida na noite desta quarta-feira(06) respondia em conjunto. Mesmo diante dos questionamentos Eder tem o direito de permanecer calado

















