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Para o advogado os depoimentos das 16 testemunhas de defesa de seu cliente, que já foram ouvidas pela Justiça, já são suficientes para inocentar Cuzziol.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Em defesa da inocência de seu cliente, Luiz Carlos Cuzziol, superintendente do Bic Banco, o advogado Hélcio Correa Gomes, declarou aos jornalistas na tarde desta sexta-feira (01), que o agiota Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, delator do processo de investigação originário da Operação Ararath, mentiu para a Justiça quando afirmou que suas contas na agência em questão eram movimentadas por terceiros.
Segundo o advogado, o delator só possuía uma conta no banco e esta era movimentada pelo próprio conforme afirmaram testemunhas de defesa de seu cliente.
“Ela afirma categoricamente que o banco movimentava contas e o banco não tem contas é uma conta dele. O sistema gera contas contábeis para que o fisco possa melhor detectar o que está sendo feito dentro do banco. São contas contábeis dentro do banco que cada operação que você faz ela abre uma conta. Agora, é claro que a conta dele tem domicílio, cadastro e foi movimentada por ele; porque um banco de atacado não te fornece cheque, não te fornece cartões. Você telefona ao seu gerente e diz transporta tal valor para tal conta, manda um bilhete. Tudo isso está agora dentro dos autos fartamente comprovado e o melhor de tudo como acusar o senhor Luiz [Cuzziol] de gerenciar em algo que ele não pode. Não é ele quem concede o crédito, é um comitê gestor em são Paulo”, disparou o advogado.
Hélcio Gomes ainda ressaltou que como superintendente do banco, seu cliente não poderia ter controle da origem ou destino do dinheiro que passava pela conta de Júnior Mendonça.
“O que tem é uma mistura de informações. Se há ilícito, ele está antes de se chegar ao banco. Então porque o banco está envolvido nessas situações se todas estão envolvidas antes ou depois das relações econômicas e institucionais do banco?”, questionou.
Para o advogado, os depoimentos das 16 testemunhas de defesa de seu cliente, que já foram ouvidas pela Justiça, já são suficientes para inocentar Cuzziol.
“A avaliação é bastante otimista todas as provas conduziram à inocência. Provavelmente se fosse um país mais evoluído o Ministério Público pediria imediatamente o arquivamento contra ele, porque não há irregularidades conforme ficou comprovado nos autos. A gente nutre a esperança no fato concreto da absolvição porque nada foi provado (...) Isso significa que só a própria denúncia já é uma injustiça contra o meu cliente”, defendeu.
CUZZIOL NA ARARATH
A conta da Amazônia Petróleo, de propriedade de Júnior Mendonça, no Bic Banco seria usada para movimentar um esquema de empréstimos e lavagem de dinheiro, coordenado pelo ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moares, que também é réu do processo e está preso desde o dia 20 de maio, quando foi deflagrada a quinta fase da Operação Ararath. O superintendente também chegou a ser preso pela PF, mas foi liberado em seguida.
A Polícia Federal aponta que a orientação recebida pela diretoria nacional do banco, após um suposto pedido do hoje senador Blairo Maggi (PR), seria de “atender a todas as necessidades financeiras” do então secretário de Fazenda Éder Moraes.

















