ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
Na tentativa de viabilizar recursos e estudos para implantar o “emperrado” VLT em Cuiabá e Várzea Grande, o governador Pedro Taques (PDT) deu sinais de que não desistiu da principal obra de mobilidade urbana do Estado, idealizada em 2010 para receber a Copa do Mundo.
Em reunião com o ministro das Cidades Gilberto Kassab, ocorrida esta semana, Taques firmou um Acordo de Cooperação entre a União e o Estado. O acordo tem como objetivo estudar modos de solucionar os problemas do modal, que vão desde a falta de cronograma de execução da obra até a inexistência de estudo tarifário.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
De acordo com o secretário estadual de Comunicação, Jean Campos, nenhum montante foi solicitado pelo governador durante a conversa. Ao todo, o VLT custará R$ 1,4 bilhão, dos quais já foram pagos R$ 1 bilhão, mesmo tendo sido executados apenas 16% da obra.
Após a reunião, o Ministério das Cidades vai avaliar todos os assuntos relativos ao modal. Entre os problemas identificados está o alto montante já destinado e o atraso nas frentes de trabalho, além da inexistência de recursos para que ela seja concluída.
“Queremos e vamos solucionar essa questão do VLT e, por isso, precisamos de toda a ajuda possível. Os mato-grossenses precisam de resposta quanto à essa obra, que é uma das mais caras já contratadas no Estado”, disse Taques.
O Ministério das Cidades deu parecer favorável à implantação do trem de superfície. Após audiência de conciliação na primeira vara da Justiça Federal em Cuiabá, o Governo de Mato Grosso e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande decidiram que vão apresentar, até o fim do mês de junho, estudos de viabilidade e detalhes de como será executada a obra do modal.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE), de posse dos relatórios realizados pela empresa gerenciadora e Controladoria Geral do Estado, aponta um conjunto extenso de problemas e falhas técnicas nas obras já executadas. Por outro lado, o consórcio argumenta que houve atrasos nos pagamentos e desapropriações.
“Acreditamos que há falhas na execução da obra e correções que devem ser feitas. O Consórcio precisa mostrar se há ou não falhas e quando serão corrigidas. Este prazo é para dar clareza do que realmente aconteceu. Entretanto, entendemos que haviam frentes de trabalho abertas que poderiam ser desenvolvidas”, afirmou o procurador-geral do Estado, Patryck Ayala.
Participaram da reunião em Brasília, além do governador, do ministro e o do secretário nacional de Transportes, os secretários de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, de Comunicação, Jean Campos, e os secretários nacionais de Acessibilidade e Programas Urbanos, Luis Oliveira Ramos, e de Saneamento, Paulo Ferreira.














